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Defesa afirma que prisão oferece risco de vida e pede domiciliar para Bolsonaro

A defesa de Jair Bolsonaro pediu novamente ao ministro Alexandre de Moraes, do STF, que o ex-presidente cumpra prisão domiciliar. O pedido, feito nesta terça-feira (13), alega risco à saúde do preso, citando uma queda com traumatismo craniano na semana passada.

Os advogados argumentam que o estado clínico de Bolsonaro, que inclui vulnerabilidade permanente e risco de novas quedas, é incompatível com a cela na Superintendência da PF no DF. Eles pedem uma avaliação médica independente com urgência, alegando que apenas a presença contínua de um cuidador pode preservar sua integridade física.

O novo pedido ocorre no mesmo dia em que Moraes negou um recurso da defesa que buscava anular a condenação do ex-presidente. Bolsonaro foi condenado definitivamente em novembro a 27 anos e 3 meses de prisão por crimes relacionados aos atos golpistas de 8 de janeiro de 2023.

A defesa baseia o pedido em uma mudança de cenário após a queda. Em decisão anterior, em 1º de janeiro, Moraes havia negado a prisão domiciliar, argumentando que houve melhora no quadro de Bolsonaro após as intervenções cirúrgicas durante sua última internação. O ex-presidente ficou internado no hospital DF Star, em Brasília, entre 24 de dezembro e o início de janeiro, para tratar complicações pós-cirúrgicas de uma hérnia, incluindo picos de hipertensão e crises de soluço.

 

Com informações de Folha de S. Paulo

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