RENHA POLÍTICA- EURO! As redes sociais resgataram imagens que talvez Fernando Máximo preferisse que permanecessem no arquivo morto da política.
RESENHA POLÍTICA-POR ROBSON OLIVEIRA ELEIÇÕES A estreia dos programas eleitorais em rádio e televisão em Rondônia veio sem sustos – e tam…
ELEIÇÕES
A estreia dos programas eleitorais em rádio e televisão em Rondônia veio sem sustos – e também sem novidades. Os candidatos começaram repetindo o velho repertório de campanha: cuidar das pessoas, resolver problemas históricos e construir um Estado melhor. Tudo muito bonito, mas nada que já não tenha sido prometido em eleições anteriores.
MESMICE
Como é apenas o primeiro programa, prevaleceu a cautela. Ninguém quis gastar munição antes da hora, nem transformar a estreia em ringue. Os ataques, por enquanto, ficaram nos bastidores, onde a política costuma ser mais confortável. Mas campanha eleitoral não se sustenta apenas de boas intenções embaladas em música, imagens bonitas e frases cuidadosamente produzidas. Em algum momento, será preciso dizer como fazer, com que dinheiro e, sobretudo, o que será diferente do que já foi feito. Por enquanto, os candidatos estão apenas se apresentando. A eleição de verdade ainda não começou. E quando começar, as mesmices terão pouco valor diante das perguntas que o eleitor certamente fará.
EURO
As redes sociais resgataram imagens que talvez Fernando Máximo preferisse que permanecessem no arquivo morto da política. Na época secretário estadual de Saúde, aparece ao lado de Marcos Rocha lançando a pedra fundamental do hospital que substituiria o João Paulo II. Emocionado, Máximo apresentava a obra como um sonho que seria realizado sob sua gestão, prometendo equipamentos de última geração e uma nova era para a saúde pública. O sonho, porém, envelheceu mal.
CASCATA
O hospital não saiu do papel, e a promessa transformou-se em mais um capítulo da longa novela das obras anunciadas, celebradas e esquecidas em Rondônia.
Houve solenidade, discurso, pompa e até movimentação para levar o projeto à Bolsa de Valores em São Paulo. Resultado: frustração e prejuízo. Hoje, candidato ao Senado, Máximo evita falar sobre o hospital e, quando pressionado, prefere atribuir responsabilidades a quem o sucedeu na Secretaria de Saúde.
AMNÉSIA
É uma conveniente amnésia política: quando a obra era promessa, a autoria era coletiva; quando virou fracasso, a culpa passou a ter endereço alheio.
A Resenha Política alertou, desde o início, que havia sérias dúvidas sobre a capacidade de execução do projeto e pesquisou o histórico da empresa envolvida. O tempo, infelizmente, tratou de transformar a desconfiança em realidade.
LOROTA
Máximo pode, legitimamente, apresentar-se ao eleitor como médico. Mas médico não é sinônimo de bom gestor – e administrar a saúde pública exige muito mais que um diploma na parede. Se pretende representar o povo rondoniense no Senado Federal com o discurso da saúde pode tirar cavalo da chuva porque o eleitor, desassistido, não engole a lorota outra vez.
INSEGURANÇA
A situação da segurança pública também chegou a um ponto tão preocupante que comerciantes de Porto Velho bateram às portas da Prefeitura em busca de ajuda. É o retrato de uma inversão completa: quem deveria pedir proteção ao Estado precisa pedir socorro ao município. Enquanto isso, a sensação de insegurança cresce e a violência parece ganhar território todos os dias.
INÓCUO
O detalhe quase irônico é que Rondônia é governado por militares e tem o Parlamento repleto de policiais. Mas, ao que parece, muitos trocaram a farda pelo paletó e descobriram que política rende mais votos que patrulhamento. O problema não é policial disputar eleição. Isso é legítimo. O problema é chegar ao Executivo ou Legislativo, prometer transformar a segurança e, depois, entregar quase nada. Votar em alguém pela condição funcional é inócuo.
INDAGAÇÃO
Agora, com outra eleição na porta, dezenas deles que são policiais voltam às ruas em busca do eleitor, novamente vendendo a velha imagem de especialistas em segurança. Mas a pergunta é inevitável: especialistas em quê, exatamente?
Se tiveram mandato, influência e espaço de decisão, por que a população continua com medo?
SOS
De que serviram tantos discursos, tantas candidaturas e tantas promessas?
Segurança pública não melhora com farda em santinho nem com viatura em fotografia eleitoral. Exige comando, inteligência, investigação, efetivo, tecnologia e, principalmente, gestão. O eleitor tem o direito de perguntar aos candidatos policiais: o que fizeram quando tiveram poder para fazer? Porque pedir voto é fácil. Difícil é explicar por que, depois de tantos mandatos, o cidadão ainda precisa pedir socorro.
ENERGISA
Rondônia entra no período mais crítico de tempestades, e a Energisa decidiu fazer o que raramente combina com improviso: antecipar-se ao problema.
No Seminário de Contingência 2026, a concessionária apresentou seu plano para enfrentar temporais que podem trazer ventos de até 100 km/h e uma verdadeira artilharia de raios.
INVESTIMENTOS
Os números justificam a preocupação: entre setembro e novembro de 2025, foram quase 478 mil raios por mês atingindo o solo, volume quase 400% maior que o registrado nos oito meses anteriores. E 2026 já começou mais elétrico: de janeiro a julho, os raios cresceram 44% em relação ao mesmo período do ano passado. A empresa prevê investir R$ 776 milhões neste ano e já supera R$ 5 bilhões investidos ou previstos desde sua chegada ao Estado.
EMERGÊNCIA
São 76 mil quilômetros de redes, 74 subestações e mais de 800 veículos, além de equipamentos para enfrentar o que Rondônia tem de sobra: distância, lama, mata e isolamento. Mais de 80% da rede está fora das cidades, tornando cada ocorrência uma operação logística – e não simplesmente uma troca de fusível.
O monitoramento climático permite deslocar equipes antes que o temporal transforme previsão em emergência.
NECESSÁRIO
Há ainda o possível El Niño, acrescentando incerteza a um cenário que já não é exatamente um convite à tranquilidade. Mas há uma regra que nenhum investimento substitui: fio caído não é convite à curiosidade. Árvore sobre a rede, cabo rompido ou poste tombado devem ser tratados como risco de morte.
A população deve manter distância e acionar a Energisa pelos canais oficiais.
Tempestade não marca hora, não pede licença e não aceita desculpas.
Quem se prepara antes, pelo menos, evita que a surpresa seja maior que o estrago. Em Rondônia, diante do clima, prevenção não é luxo: é necessidade.
PODCAST
Bati um papo com os jornalistas experiente em campanha eleitoral Carlos Araújo – apresentador do melhor programa radiofônico da capital no Antena FM -, e com o jovem jornalista do EU Ideal Juan Pantoja – o melhor da atual safra – sobre os cenários eleitorais de Governo e Senado. Analisamos os dados da última pesquisa eleitoral da Quest e traçamos perspectivas a partir do único debate organizado por uma emissora TV aberta (BAND). O programa vai ao ar terça-feira. Vale a pena conferir.
Autor: | Fonte: www.portaldomadeira.com.br
