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Jaime Gazola defende revisão do pedágio, declara apoio à reeleição de Léo Moraes e descarta assumir a Sesau: “De jeito nenhum”

Deputado federal eleito questiona contrato da BR-364, reafirma aliança com o prefeito de Porto Velho e diz que contribuirá com a transição estadual sem assumir a Secretaria de Saúde

A revisão das tarifas de pedágio da BR-364 estará entre as prioridades de Jaime Gazola (Podemos) na Câmara dos Deputados. Em entrevista ao podcast Resenha Política, apresentado pelo jornalista Robson Oliveira, o deputado federal eleito questionou as condições da concessão e afirmou que há fundamentos para reduzir a cobrança. Gazola também antecipou apoio à reeleição de Léo Moraes em Porto Velho e rejeitou a possibilidade de assumir a Secretaria de Estado da Saúde (Sesau) no governo de Marcos Rogério.

“Existem subsídios legais para a gente baixar.”

Gazola sustentou que os estudos de tráfego utilizados para definir as tarifas foram realizados durante a pandemia e não refletem o movimento atual da BR-364. Na avaliação dele, essa diferença justifica reexaminar o equilíbrio econômico-financeiro do contrato. Também criticou o prazo para os investimentos da concessionária e mencionou a possibilidade de instalar mais sete pórticos para distribuir a cobrança entre outros pontos da rodovia. A entrevista não apresentou documentos que comprovem as distorções apontadas.

“Eu acho que nós temos uma briga que talvez demore um pouco, mas é uma briga que nós vamos ganhar.”

No cenário municipal, o deputado eleito rejeitou a possibilidade de enfrentar Léo Moraes na próxima disputa pela Prefeitura de Porto Velho. Ex-secretário municipal de Saúde, Gazola atribuiu parte de seu resultado eleitoral à participação na gestão e afirmou que o grupo já trabalha pela reeleição do prefeito. Disse ainda que pretende buscar recursos em Brasília para executar o planejamento da saúde da capital, incluindo novas unidades básicas e a ampliação do hospital municipal.

“Ele é meu parceiro. Ele é meu líder. Ao contrário, estamos trabalhando para a reeleição dele.”

Gazola também anunciou que contribuirá com os levantamentos da área de saúde durante a transição para o governo de Marcos Rogério (PL), mas afirmou que não coordenará os trabalhos. Ao avaliar a situação da Sesau, classificou o quadro como “gravíssimo” e atribuiu dificuldades de gestão à atuação de grupos com orientações divergentes. Defendeu que o futuro secretário tenha respaldo do governador para unificar a equipe e executar um planejamento.

“Hoje o que existe lá dentro são vários tipos de grupos diferentes, com pensamentos diferentes e remando para cada lado, então não sai do lugar.”

Apesar de se colocar à disposição para colaborar com o próximo governo, Gazola foi taxativo ao responder se aceitaria trocar o mandato pela chefia da Sesau. A possibilidade foi levantada pelo entrevistador, sem anúncio de convite. O deputado eleito rejeitou a hipótese e afirmou acreditar que Marcos Rogério não fará esse pedido.

“De jeito nenhum. Convite negado. Mas ele não fará.”

Assista na íntegra:

Autor: | Fonte: www.rondoniadinamica.com

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