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PF destrói 72 equipamentos do garimpo ilegal no Rio Madeira

Operação Nêmesis atingiu dragas, embarcações e máquinas usadas na extração clandestina de ouro entre Calama e São Carlos, em Porto Velho.

A Polícia Federal realizou uma nova ofensiva contra o garimpo ilegal no Rio Madeira, em Rondônia, e inutilizou 72 embarcações e equipamentos empregados na extração clandestina de ouro. A ação aconteceu nesta terça-feira (27), entre os distritos de Calama e São Carlos, na região de Porto Velho, e contou com o apoio do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama).

Batizada de Operação Nêmesis, a ofensiva atingiu estruturas utilizadas diretamente na retirada e no processamento do ouro. Segundo a Polícia Federal, foram inutilizadas 17 dragas, dois rebocadores, três voadeiras, 21 motores, 25 bombas de draga e quatro bombas de água.

As equipes também inutilizaram aproximadamente 16 mil litros de óleo diesel destinados ao abastecimento das estruturas clandestinas. Durante os trabalhos, foram apreendidos três frascos de mercúrio e oito aparelhos celulares, materiais que poderão contribuir para o avanço das investigações.

A quantidade de equipamentos encontrados chama a atenção para a dimensão da atividade ilegal no trecho fiscalizado. As dragas são utilizadas para retirar sedimentos do fundo do rio em busca de ouro, enquanto motores, bombas e embarcações garantem o funcionamento das estruturas e o transporte de materiais.

PF quer descobrir quem financia a extração ilegal

A investigação não se limita aos equipamentos encontrados no Rio Madeira. A Polícia Federal também procura identificar os proprietários das dragas e as pessoas responsáveis pelo financiamento da atividade clandestina.

Os oito celulares apreendidos serão analisados pelos investigadores e poderão fornecer informações sobre os responsáveis pelas estruturas e suas possíveis ligações com o financiamento da extração ilegal.

Até a divulgação do balanço oficial, a Polícia Federal não havia informado os nomes dos possíveis financiadores nem anunciado prisões relacionadas especificamente à Operação Nêmesis.

Os responsáveis identificados poderão responder por usurpação de bem da União, extração de recursos minerais sem autorização e uso de substância tóxica, conforme os elementos reunidos durante a investigação.

Nova operação ocorre menos de duas semanas após outra ofensiva

A Operação Nêmesis aconteceu apenas 12 dias depois de outra ação da Polícia Federal no Rio Madeira.

No dia 15 de outubro, policiais federais e servidores do Ibama realizaram a Operação Argos, que resultou na inutilização de 15 dragas, além de motores, embarcações, outros equipamentos de dragagem e aproximadamente 1.150 litros de combustível.

Durante aquela fiscalização, as equipes também encontraram outras 58 dragas que já haviam sido inutilizadas anteriormente.

A sequência de operações mostra que o combate à extração clandestina de ouro continua exigindo novas intervenções das autoridades federais no rio.

Mercúrio apreendido será analisado

Entre os materiais recolhidos na operação de terça-feira estão três frascos de mercúrio, substância utilizada em determinadas formas de extração de ouro e que apresenta riscos de contaminação ambiental e à saúde.

A Polícia Federal informou que o material apreendido será analisado como parte das investigações. O comunicado não apresentou resultados de exames ambientais nem informou a quantidade de mercúrio encontrada nos frascos.

Investigação continua

Apesar da inutilização dos 72 equipamentos, a Operação Nêmesis não encerra as investigações sobre a exploração clandestina de ouro no Rio Madeira.

A Polícia Federal pretende avançar na identificação dos proprietários das embarcações e dos possíveis responsáveis pelo financiamento das atividades ilegais.

O balanço divulgado nesta terça-feira não informou o valor estimado dos equipamentos inutilizados, a quantidade de ouro eventualmente encontrada nem a identidade dos investigados.

As investigações seguem sob responsabilidade da Polícia Federal em Rondônia.

Autor: | Fonte: deixaeutefalar.com.br

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