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Flordelis é denunciada como mandante da morte do marido, pastor Anderson

Operação deflagrada pelo Ministério Público e pela Polícia Civil do Rio cumpre mandados de prisão e de busca e apreensão

Operação deflagrada pelo Ministério Público e pela Polícia Civil do Rio cumpre mandados de prisão e de busca e apreensão

Uma operação deflagrada pela Polícia Civil do RJ e pelo Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ), nesta segunda-feira (24/8), cumpre mandados de prisão contra os envolvidos na morte do pastor Anderson do Carmo, 42 anos.

A viúva, a deputada federal Flordelis (PSD-RJ), é uma das 11 pessoas denunciadas à Justiça e considerada a mandante do crime. Porém, não há mandado de prisão contra ela, que tem imunidade parlamentar. O MP requereu, porém, à Justiça seu afastamento do cargo público, entre outras medidas cautelares, como o comparecimento mensal ao juízo.

Foram presos seis filhos da deputada, uma neta, um ex-PM e a mulher dele. Há 14 mandados de busca e apreensão sendo cumpridos no Rio de Janeiro, em Niterói, em São Gonçalo e em Brasília.

Um dos endereços é a casa da deputada, local do crime, no bairro de Pendotiba, em Niterói, na Região Metropolitana do RJ. Em Brasília, o alvo foi o apartamento funcional da parlamentar, na 302 Norte, e a polícia prendeu uma das filhas de Flordelis, Rayane dos Santos Oliveira, também em cumprimento de mandado.

De acordo com o delegado Allan Duarte, responsável pela operação, o filho biológico da deputada Flávio dos Santos Rodrigues foi identificado como executor do crime e um dos filhos adotivos como quem comprou a arma. Trata-se de Lucas César dos Santos.

“Chegamos a 11 pessoas que serão responsabilizadas criminalmente por esse crime. Crime bárbaro, crime covarde. E hoje conseguimos finalizar essa investigação”, disse o delegado Antônio Ricardo Lima Nunes, chefe do Departamento de Homicídios, em entrevista ao Bom Dia Rio, da Rede Globo.

Segundo o policial, Flordelis chorou quando os policiais chegaram na residência da família. “Ela foi surpreendida com a nossa chegada. Chorou um pouco. Tem muita gente dentro da casa. O importante é que as prisões foram cumpridas e a investigação chegou ao fim hoje”, destacou.

O delegado frisou que não há dúvidas de que a deputada planejou o assassinato por questões financeiras. “A investigação chegou a essa conclusão: que ela planejou esse assassinato covarde. Motivação é porque ela estava insatisfeita com a forma que o pastor Anderson tocava a vida e fazia a movimentação financeira da família”, concluiu.

Os mandados foram expedidos pelo Juízo da 3ª Vara Criminal de Niterói, que recebeu a denúncia oferecida pelo Gaeco, do Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ). A ação conta com o apoio da Coordenadoria de Segurança e Inteligência (CSI/MPRJ), do Grupo de Apoio Especializado em Segurança Pública (Gaesp/MPRJ), do Gaeco e Centro de Inteligência (CI) do Ministério Público do Distrito Federal e Terriórios (MPDFT) e da Coordenação Especial de Combate à Corrupção e ao Crime Organizado (Cecor) da Polícia Civil do DF (PCDF).

Além de Rayane, são alvos dos mandados de prisão preventiva os também denunciados Marzy Teixeira da Silva, Simone dos Santos Rodrigues, André Luiz de Oliveira, Carlos Ubiraci Francisco da Silva, Flávio dos Santos Rodrigues, Adriano dos Santos Rodrigues, Andrea Santos Maia e Marcos Siqueira Costa.

Assassinato
A vítima foi assassinada dentro da própria casa no bairro Badu, em Niterói, no dia 16 de junho do ano passado. Na ocasião, a deputada Flordelis relatou, em depoimento e à imprensa, que o pastor teria sido morto durante um assalto.

Ela informou ainda que eles tinham sido seguidos por suspeitos em uma moto quando retornavam para casa.

A deputada foi denunciada por homicídio triplamente qualificado (por motivo torpe, meio cruel e impossibilidade de defesa da vítima), associação criminosa, falsidade ideológica e uso de documento falso. Pelo envenenamento ao marido, ela responderá por tentativa de homicídio.

Dois filhos da deputada — Flávio dos Santos Rodrigues e Lucas Cézar dos Santos — já tinham sido presos pela morte do pastor.

A defesa da deputada ainda não se posicionou sobre a operação desta manhã.

 

Metrópoles

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