“Frieza e crueldade”, aponta juiz ao condenar casal que matou idosos em brutal crime que chocou Cone Sul de RO; leia sentença
Nilmar dos Santos, de 39 anos, e Francinéia Costa de Oliveira, 38 anos, acusados de serem autores de num crime brutal que chocou o Cone Sul de Rondônia em julho de 2020, foram condenados a 57 anos e 61 anos de prisão, respectivamente, pelo assassinato dos idosos-dentistas Eldon Mai e Dionélia Giacometti Mai, no município de Colorado do Oeste.
A sentença foi proferia nesta sexta-feira, 5, pelo Juiz de Direito Eli da Costa Júnior, da comarca de Colorado do Oeste.
O assassinato, que chamou a atenção do Brasil por sua crueldade, aconteceu em 5 de julho. Num crime planejado, os idosos foram golpeados, amordaçados com um pedaço de pano e enforcados até a morte.
Nilmar e Francinéia, que eram inquilinos na casa dos idosos, após consumar os crimes, foram detidos quando, conduzindo um carro Fiat, modelo Siena Fire, tentavam cruzar a barreira da Polícia Rodoviária Federal entre os Estados de Rondônia e Mato Grosso, na cidade de Vilhena.
“Crime mediante violência praticada com uso de arma branca, bem como à traição e mediante recurso que dificultou ou tornou impossível a defesa das vítimas, ambas maiores de 60 (sessenta) anos, resultando em morte, conforme Laudo de Exame Tanatoscópico e Laudo de Exame em Local de Morte Violenta. Investigou-se, também, que os denunciados mantiveram as vítimas em seu poder antes do resultado morte, com restrição de liberdade, tendo os agentes cometido os crimes por motivo fútil e torpe”, revelou a denúncia do Ministério Público.
À Justiça, Nilmar confessou em detalhes afirmando que matou os dois idosos. Alegou que estava embriagado, atraiu as vítimas para a casa, com a desculpa de que precisava de ajuda para consertar um cano e, em seguida, golpeou-as como pedaço de pau e asfixiou-as com um fio, sendo que teria matado Dionélia pela manhã e Eldon à tarde, tudo com o objetivo de roubar pertences pessoais das vítimas, como bolsas roupas, celulares, veículo e efetuar saques e transferências bancárias das contas das vítimas para sua conta.
Disse que agiu sozinho e ocultou os corpos das vítimas, indicando para os policiais que acompanharam sua prisão o local onde as mesmas foram enterradas, praticando os crimes de latrocínio e ocultação dos cadáveres.
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