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Mantida prisão de acusados de matar Monalisa Gomes; advogado de jornalista se pronuncia

Decisão é do Juízo da 2ª Vara do Tribunal do Júri.

Decisão é do Juízo da 2ª Vara do Tribunal do Júri.

Porto Velho, RO – O Juízo da 2ª Vara do Tribunal do Júri negou na manhã de ontem, a soltura de João Paulo Prudêncio, 36 anos, e de Thiago da Cunha Alves, de 34, acusados de envolvimento na morte Monalisa Gomes da Mata, de 24 anos, ocorrido no início do mês de dezembro, em Porto Velho.

O juiz José Gonçalves da Silva Filho entendeu ser necessária preventiva dos acusados para evitar que eles criem obstáculos à instrução do processo, “tendo os mesmos estímulos relacionados ao delito cometido”, ao se referir da forma como os dois supostamente tentaram encobrir o crime, simulando uma hipotética prática de suicídio pela vítima, conforme depoimento dos policiais e do Samu.

O magistrado justificou ainda que a soltura, gera sensação de insegurança, mormente em relação aos parentes da vítima fatal, bem como as testemunhas que ainda prestarão depoimentos em sede de ação penal, não aceitando a tese de que os dois estão passando por constrangimento por causa do excesso de tempo na conclusão do inquérito.

“(..) convém ressaltar, contrariamente à alegação defensiva, que o feito vem tramitando regularmente e a fase instrutória já restou concluída em 16 de maio de 2022, com o término da inquirição das testemunhas e o interrogatório dos acusados, não tendo havido, portanto, delonga caracterizadora de constrangimento ilegal”, disse.

João Paulo e Thiago foram denunciados pelo Ministério Público por homicídio com quatro qualificações (Motivo torpe, asfixia, dificultou a defesa da vítima, e em razão da vítima ser do sexo feminino). Os dois devem ser pronunciados para julgamento no Tribunal do Júri ainda este ano.


Samuel Costa Menezes é advogado de João Paulo Produêncio: o jornalista alega inocência / Reprodução

A redação ouviu Samuel Costa Menezes, advogado do jornalista João Paulo Prudêncio. Prudêncio alega inocência e chegou a redigir uma carta à imprensa abordando sua visão sobre o caso.

“Durante a fase de instrução ficou nítido à luz do direito e de provas documentais, materiais, testemunhais e pericial que, João Paulo Prudêncio dos Santos é tão vítima quanto a jovem Monalisa, vítima de feminicídio em dezembro de 2021. A decisão que mantém a prisão preventiva de João Paulo é um equívoco, pois não se atem à verdade dos fatos, ficando nítido prejuízos irreparáveis à honra e liberdade do mesmo. Confiamos na justiça e temos a esperança que logo a verdade prevalecerá, impetraremos todos os recursos cabíveis nas instâncias superiores para reverter a referida decisão do juízo de primeiro grau”, destacou o causídico.

 

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