Ministério da Economia bloqueia R$ 2,63 bilhões de 11 pastas federais
Corte, que funciona como um congelamento do investimento feito pelo governo federal, foi anunciado no último 22 de setembro
Corte, que funciona como um congelamento do investimento feito pelo governo federal, foi anunciado no último 22 de setembro
O bloqueio de R$ 2,63 bilhões feito pelo Ministério da Economia afetou o orçamento de 11 pastas federais. A medida foi anunciada no dia 22 de setembro, durante a divulgação do 4º Relatório de Receitas e Despesas do Orçamento de 2022.
O detalhamento das pastas foi obtido por meio de Lei de Acesso à Informação (LAI), a pedido da TV Globo. Na verdade, o termo bloqueio consiste em um “congelamento” do montante. É feito sempre pelo Executivo, com objetivo de assegurar o equilíbrio orçamentário, ou seja, equilibrar a execução das despesas e a disponibilidade efetiva de recursos.
De acordo com os dados obtidos pela TV Globo, o Ministério do Desenvolvimento Regional foi o que mais sofreu, uma vez que o bloqueio no órgão alcança o montante de R$ 1,2 bilhão.
Além da pasta do Desenvolvimento Regional, veja os demais congelamentos:
Ministério da Saúde – R$ 718,4 milhões
Ministério da Cidadania – R$ 384,3 milhões
Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento – R$ 196,2 milhões
Ministério da Educação – R$ 51,3 milhões
Ministério da Justiça e Segurança Pública – R$ 18,4 milhões
Ministério do Turismo – R$ 14,5 milhões
Ministério da Defesa – R$ 13,6 milhões
Ministério do Meio Ambiente – R$ 6,6 milhões
Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos – R$ 2,3 milhões
Ministério de Minas e Energia – R$ 1 milhão
Quarta pasta líder nos gastos, o Ministério da Educação também foi alvo, no começo do mês. Decreto presidencial publicado no último dia 30 de setembro determinou o contingenciamento de 5,8% da verba de órgãos vinculados à pasta até dezembro deste ano.
Na prática, a norma limitou novos gastos de universidades, institutos federais e outros órgãos. Para as instituições universitárias, o bloqueio chega a R$ 328,5 milhões.
O bloqueio se somou, inclusive, a um corte de 7,2% nos recursos do Ministério da Educação, entre maio e junho deste ano. No total, o valor bloqueado chegou a R$ 763 milhões nas universidades federais e R$ 300 milhões nos institutos federais.
Repúdio
Organizações alertam que o bloqueio realizado pelo presidente Jair Bolsonaro pode acarretar a paralisação de serviços básicos no funcionamento das instituições, como o fornecimento de água, luz, vigilância e limpeza, além de afetar o desenvolvimento de pesquisas científicas.
“Contingenciamento é uma coisa que sempre acontece na execução orçamentária, mas é muito inusual que ele aconteça no mês de outubro, quebrando qualquer possibilidade de planejamento, na reta final da execução”, ressalta o presidente da Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior (Andifes), Ricardo Fonseca.
Metrópoles
foto ilustrativa
