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Amigo de Jair em Angra não poderá usar sobrenome Bolsonaro na urna

Renato Araújo fiscalizou reforma na casa do ex-presidente tentou usar a proximidade com a família para manter nome de urna

O desembargador Paulo Cesar Salomão Filho, do Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro (TRE-RJ), mandou o empresário Renato de Araújo Corrêa escolher outro nome para disputar uma vaga de deputado federal pelo PL.

Amigo da família Bolsonaro e ligado ao grupo político há anos, ele pretendia aparecer na urna como “Renato Araújo do Bolsonaro”.

Renato atua no setor da construção civil em Angra dos Reis e já se apresentou publicamente como amigo pessoal do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Ele também ajudou a fiscalizar uma reforma na casa de Bolsonaro na Vila Histórica de Mambucaba.

A ligação com a família também aparece na agenda de campanha. No dia 29 de agosto, Renato deve participar, em Angra, de uma “barqueata” com Flávio Bolsonaro, candidato do PL à Presidência. O ato, que será realizado com lanchas e outras embarcações, também deve reunir Douglas Ruas e outros integrantes do PL fluminense.

A proximidade com os Bolsonaro era o principal argumento da defesa para manter o nome da família na urna. Os advogados apresentaram vídeos à Justiça Eleitoral para mostrar que Renato acompanha a trajetória política do ex-presidente e mantém uma relação pública de amizade com ele e seus familiares.

O Ministério Público Eleitoral, porém, foi contra. O órgão afirmou que o nome poderia fazer o eleitor imaginar que Renato pertence à família Bolsonaro. Também citou o risco de confusão na hora do voto e de uma possível transferência de votos ligados ao ex-presidente.

O desembargador seguiu o pedido do MP Eleitoral e determinou que Renato apresente uma nova opção. A decisão não rejeita a candidatura. Se ele não escolher outro nome e tiver o registro aprovado, deverá aparecer na urna como “Renato de Araújo Corrêa”, seu nome civil completo.

Após a decisão, a campanha informou ao Metrópoles que fará a mudança e registrará o candidato apenas como “Renato Araújo”.

Em nota, a equipe afirmou que respeita a determinação da Justiça Eleitoral, mas declarou que o empresário continua sendo o “candidato do Bolsonaro” no Rio de Janeiro e que conta com o apoio de Flávio Bolsonaro e de outros integrantes da família.

“Respeitamos integralmente a decisão da Justiça Eleitoral e faremos o ajuste determinado. O que não muda é o apoio político que tenho recebido. A presença do Flávio Bolsonaro em Angra, pessoalmente, no lançamento da nossa campanha, demonstra a força da nossa candidatura e da direita em todo Estado do Rio de Janeiro”, afirmou Renato Araújo.

Renato Araújo não é o único candidato que tenta associar o nome de urna à família do ex-presidente. Neste ano, 28 candidatos pediram à Justiça Eleitoral para concorrer com Bolsonaro no nome. São Paulo lidera a lista, com oito registros, seguido pelo Rio de Janeiro, com quatro.

Especialistas em direito eleitoral avaliam que o uso deve ser autorizado principalmente para quem já possui Bolsonaro no registro civil. Dos 28 candidatos, apenas nove estão nessa situação.

O grupo inclui integrantes da família do ex-presidente, como os filhos Flávio, Carlos e Jair Renan, a esposa Michelle, a ex-esposa Rogéria e o irmão Renato Bolsonaro.

Autor: | Fonte: www.metropoles.com

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