Novos parlamentares de Rondônia precisam se reciclar, controlar a ansiedade e compreender seu  papel em Brasília

O mandato parlamentar não deve ser confundido com um palco para vaidades pessoais, confrontos desnecessários ou demonstrações de força

A partir de fevereiro, os deputados federais e senadores eleitos por Rondônia terão uma nova missão: representar o Estado no Congresso Nacional. Mas, antes de ocupar suas cadeiras na Câmara dos Deputados e no Senado Federal, é importante que compreendam a dimensão da responsabilidade que assumirão perante a população rondoniense.

O mandato parlamentar não deve ser confundido com um palco para vaidades pessoais, confrontos desnecessários ou demonstrações de força. É preciso reciclar conhecimentos, estudar o funcionamento do Legislativo, conhecer o regimento interno de cada Casa e, sobretudo, compreender quais são as verdadeiras atribuições de um deputado federal e de um senador.

Brasília tem suas regras, sua hierarquia política e seus mecanismos institucionais. Parlamentares que chegam querendo impor suas vontades, com discursos agressivos, atitudes intempestivas ou comportamentos histriônicos, podem encontrar dificuldades para construir relações políticas e conquistar espaço.

É preciso entender que o Congresso Nacional possui seus próprios códigos de convivência. Câmara e Senado têm aquilo que, na linguagem dos bastidores políticos, se convencionou chamar de alto e baixo clero. Essa divisão representa diferentes níveis de influência, articulação e protagonismo dentro das Casas Legislativas.

Ninguém conquista respeito institucional simplesmente elevando a voz ou partindo para o enfrentamento. O espaço político é construído com conhecimento, capacidade de articulação, diálogo, coerência e, principalmente, trabalho.

Chegar a Brasília chutando o balde, acreditando que o mandato autoriza qualquer comportamento, pode trazer consequências. Atitudes incompatíveis com o decoro parlamentar podem resultar em representações, processos disciplinares na Comissão de Ética e, nos casos previstos nas normas legislativas, até mesmo na perda do mandato.

Rondônia não elegeu representantes para alimentar disputas pessoais em Brasília. Elegeu parlamentares para defender seus interesses, buscar investimentos, fiscalizar o Poder Executivo, propor leis e trabalhar por soluções para os problemas que afetam os municípios e a população.

O Estado precisa de representantes preparados para discutir segurança pública, saúde, educação, infraestrutura, desenvolvimento econômico, regularização fundiária, meio ambiente e tantas outras demandas que aguardam atenção do governo federal.

O único deputado federal eleito que tivemos contato, Jaime Gazola, deu uma demonstração de conhecimento, quando visitou as Comissões  e departamentos para poder se organizar e desenvolver seu mandato.

O mandato não é propriedade do eleito. É uma delegação de confiança da população.

Portanto, fica o conselho do NAHORAONLINE aos novos representantes de Rondônia: menos ansiedade, menos vaidade, menos confrontos e mais preparo. Aprendam primeiro como funciona Brasília para depois tentar transformá-la.

A política exige coragem, mas também exige inteligência, equilíbrio e responsabilidade. Afinal, o verdadeiro protagonismo parlamentar não está em fazer barulho nos corredores do Congresso, mas em produzir resultados concretos para o povo que confiou o seu voto.

NAHORAONLINE – Jornal eletrônico de Rondônia.

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