O setor público consolidado do Brasil teve déficit primário (o saldo entre receitas e despesas, sem o pagamento de juros da dívida pública) de R$ 55,3 bilhões em 2026. A dívida bruta do país atingiu 81,9% do Produto Interno Bruto (PIB).
O resultado de junho deste ano é superior ao registrado em junho de 2025, quando o déficit foi de R$ 47,1 bilhões.
É o que mostra o Boletim de Estatísticas Fiscais, divulgado pelo Banco Central (BC) nesta sexta-feira (31/7).
Déficit é quando as despesas são maiores do que as receitas, superávit é quando acontece o contrário.
O conjunto das empresas estatais registrou déficit de R$ 1,5 bilhão em junho de 2026, segundo os dados do Banco Central. Quando é observado o resultado apenas das estatais federais, o déficit em junho chega a R$ 1,83 bilhão. No semestre, as federais acumulam déficit de R$ 7,8 bilhões.
Entre no canal de WhatsApp do MetrópolesO indicador divulgado pelo BC considera apenas empresas estatais federais que não incluem grandes companhias como Petrobras e Eletrobras, o que significa que o resultado reflete, sobretudo, a situação de empresas dependentes ou com maior fragilidade financeira.
Em valores absolutos, a dívida atingiu em junho de 2026, R$ 10,8 trilhões. Os valores são resultado de impactos dos juros nominais apropriados, das emissões líquidas de dívida e do efeito da variação do PIB nominal.
Destaques do setor público
Em junho de 2026, o governo central (Tesouro Nacional, Previdência Social e Banco Central) e os governos regionais apresentaram déficits de R$ 47,2 bilhões e R$ 6,6 bilhões, respectivamente. Já as empresas estatais apresentaram déficit de R$ 1,5 bilhão.
Dívida bruta
A dívida bruta do governo geral (DBGG) atingiu 81,9% do PIB (R$ 10,8 trilhões) em junho de 2026, o que avanço no comparativo com o mês passado. A DBGG compreende o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) e os governos federal, estaduais e municipais.
A Dívida Líquida do Setor Público (DLSP) atingiu 68,5% do PIB (R$ 9 trilhões) em junho, com acréscimo de 0,6 ponto do PIB no período.
Foto: VINÍCIUS SCHMIDT/METRÓPOLES @vinicius.foto
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Metrópoles