Com a proximidade das eleições estaduais, as principais chapas majoritárias começam a definir seus desenhos políticos. Enquanto o ex-prefeito de Cacoal, Adailton Fúria, já confirmou o jornalista e empresário de comunicação Everton Leoni como pré-candidato a vice, e Hildon Chaves caminha para fechar sua chapa com o deputado estadual Cirone Deiró, o senador Marcos Rogério (PL) ainda mantém o mistério sobre quem ocupará a vaga em sua composição na disputa pelo Palácio Rio Madeira.
A estratégia de Marcos Rogério em priorizar mulheres e representatividade da capital não é nova. Em 2022, o senador escolheu a médica Flávia Lenzi como vice, unindo o peso técnico da profissão ao apelo eleitoral de Porto Velho, maior colégio eleitoral do estado. A tendência é que o critério geográfico se repita em 2026.
Nos bastidores políticos, ganham força os rumores de uma articulação entre o PL de Marcos Rogério e o prefeito de Porto Velho, Léo Moraes (Podemos). Pelo desenho costurado, o Podemos indicaria o candidato a vice-governador. Entre os cotados da legenda estão o deputado estadual Delegado Camargo e o médico Jaime Gazola. No entanto, analistas avaliam que a escolha pode recair sobre a deputada federal Cristiane Lopes.
Cristiane Lopes reúne os principais atributos buscados pela chapa: forte densidade eleitoral na capital e representatividade feminina. Ex-vereadora, ela ganhou projeção estadual em 2020 ao disputar o segundo turno para a prefeitura de Porto Velho contra Hildon Chaves. Dois anos depois, consolidou sua liderança ao ser eleita para a Câmara dos Deputados.
Caso a indicação de Cristiane Lopes se confirme e a chapa saia vitoriosa, ela fará história ao se tornar a segunda mulher eleita vice-governadora de Rondônia. O feito a equipararia à também portovelhense Odaisa Fernandes, que seguiu trajetória semelhante: iniciou na Câmara Municipal, foi deputada federal e governou o estado como vice na primeira gestão de Ivo Cassol (2003–2006).
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