Ueliton Aparecido da Silva foi condenado na noite de ontem, pelo 2º Tribunal do Júri, em Porto Velho, e sentenciado a 35 anos e 6 meses de reclusão, regime inicialmente fechado, por ter matado sua ex-mulher, a professora universitária Joselita Félix da Silva, e por tentar matar a facadas o pai da vítima, Francisco Felix da Silva, no dia 17 de março, em Candeias do Jamari.
Durante o interrogatório, o réu pediu aos jurados para que fosse condenado por feminicídio, e que não considerasse que o crime foi praticado com meio cruel. Ele confessou que matou Joselita, mas negou ter utilizado um pedaço de madeira durante o ato.
De acordo com o processo, Ueliton, após sair da prisão por ameaçar Joselita, foi até a casa do pai da vítima, invadiu a propriedade e o atingiu com faca em várias partes do corpo do idoso, que ainda requer cuidados especiais por ter alzheimer. Em seguida atacou a professora a pauladas, o que provocou sua morte.
Foram ouvidas sete testemunhas, sendo seis de acusação e uma de defesa. Algumas testemunhas informaram em seus depoimentos que Ueliton era gentil e atencioso quando conheceu a professora, depois se tornou dependente financeiramente e ciumento ao ponto de criar situações fantasiosas e extremamente violento.