O Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) aprovou nesta terça-feira, 14, o aumento da mistura de etanol anidro na gasolina de 30% para 32%. Desde o início das discussões, a medida gera dúvidas entre os motoristas, principalmente sobre se os carros estão preparados para a mudança.
A resposta depende do tipo de veículo. Enquanto modelos flex tendem a conviver naturalmente com a nova mistura, motores exclusivamente a gasolina, sobretudo importados, e carros mais antigos exigem atenção redobrada.
O principal efeito da gasolina E32 está relacionado às propriedades do combustível. O etanol tem menor poder energético por litro do que a gasolina e, por conter oxigênio em sua composição, exige uma quantidade maior de combustível para manter a mistura ideal.
O menor conteúdo energético da mistura tende a elevar o consumo, mesmo quando o gerenciamento eletrônico realiza a compensação corretamente. Caso a central ou o sistema de alimentação não consiga fornecer a quantidade adicional de combustível necessária, a mistura pode ficar pobre, provocando falhas de funcionamento, perda de desempenho e alterações nas emissões.
Nos modelos flex, porém, a adaptação tende a ocorrer com certa tranquilidade. “Não é necessária nenhuma recalibração. Ele [o sistema] já está preparado para trabalhar até com altas quantidades de etanol. É abastecer com essa gasolina e o motor se adapta. A injeção eletrônica vai reconhecer a quantidade de etanol no combustível e se adaptar automaticamente”, afirma o consultor técnico Fábio Fukuda.
Novo SUV da marca francesa chega em três versões, todas com motor 1.3 TCe turbo flex de até 163 cv e câmbio de dupla embreagem e seis marchas.
Isso acontece porque a ECU utiliza o sinal da sonda lambda e informações como temperatura, rotação e carga do motor para estimar a composição do combustível e ajustar a quantidade injetada. A ignição também pode ser corrigida de acordo com a calibração e com sinais como o do sensor de detonação.
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Estadão