Hildon Chaves cumpre agenda no interior e fica fora de debate em RO

📷 Assessoria

O candidato ao Governo de Rondônia Hildon Chaves (União Brasil) inicia nesta quinta-feira (17) um roteiro de três dias pelo interior do Estado, com paradas em Ji-Paraná, Espigão do Oeste e Vilhena. Segundo a campanha, é essa agenda — fechada com antecedência junto a lideranças locais — que motiva a ausência do ex-prefeito de Porto Velho no debate promovido pelo Rondoniaovivo, marcado para esta sexta-feira (18).

A agenda no Cone Sul

De acordo com o material divulgado pela campanha, o roteiro começa em Ji-Paraná nesta quinta, segue para Espigão do Oeste na sexta e se encerra em Vilhena no sábado, com reuniões com lideranças empresariais, caminhadas e encontros com candidatos da coligação. Antes, nesta quarta (16), o candidato cumpriu agenda em Porto Velho com a Fecomércio, o Simpro e servidores do Ifro, além de gravação para a TV.

“Quero aproveitar cada oportunidade de estar perto das pessoas, conhecer suas demandas e levar esperança de um novo começo para o nosso Estado”, declarou Hildon Chaves, em nota. A campanha afirma que os compromissos foram acertados previamente com lideranças do interior.

A ausência no debate — e o contexto

O ponto que dá relevância jornalística ao roteiro é a coincidência de datas: a agenda no Cone Sul se sobrepõe ao debate do Rondoniaovivo, e a campanha aponta o compromisso no interior como a razão para o candidato não participar.

Vale o registro, em nome do equilíbrio: não se trata de um candidato que recusa o confronto de forma sistemática. Hildon participou do primeiro debate da corrida, promovido em agosto pela Rondovisão TV (afiliada da Band), ao lado dos outros cinco principais concorrentes. Por outro lado, adversários já confirmaram presença no debate do Rondoniaovivo — caso de Expedito Netto (PT), segundo a própria organização do evento. A decisão de faltar, portanto, é escolha de agenda do candidato, e o eleitor de Rondônia terá em mãos os dois dados para avaliá-la.

Quem é Hildon e como está a corrida

Hildon Chaves (União Brasil), 58 anos, é ex-prefeito de Porto Velho (2017–2024), empresário e ex-promotor de Justiça. Concorre pela Federação União Progressistas (União Brasil e Progressistas), com o número 44, e declarou cerca de R$ 30 milhões em bens ao TSE.

A disputa pelo Palácio Rio Madeira tem seis nomes de peso: além de Hildon, Marcos Rogério (PL), Adailton Fúria (PSD), Expedito Netto (PT), Samuel Costa (PSB) e Pedro Abib (MDB). O primeiro turno está marcado para 4 de outubro.

O cálculo por trás da cadeira vazia

Debates são vitrine — e, numa disputa com seis candidatos, tempo de tela é moeda. Quem comparece e se comunica bem ganha cobertura e cresce entre os indecisos; quem falta abre mão dessa exposição e pode ceder espaço aos adversários que ocuparão a cadeira. Nada disso torna a escolha de Hildon errada: percorrer o interior tem lógica eleitoral própria, e há quem calcule que o contato direto no Cone Sul rende mais que duas horas de estúdio.

A pergunta que fica para o eleitor é de prioridade, não de certo ou errado: numa campanha curta, com o primeiro turno chegando, vale mais a caminhada em Vilhena ou o confronto de propostas diante das câmeras? Nas próximas semanas, o resultado nas urnas dirá quem fez a conta certa.

Versão em áudio disponível no topo do post.

Autor: | Fonte: painelpolitico.com

Hildon Chaves
Comments (0)
Add Comment