MPF e PF precisam investigar os empréstimos consignados a servidores federais

Os bancos perturbam através de agências financeiras com telefonemas que vão até as 21h oferecendo empréstimos para idosos aposentados e ativos

Os servidores públicos federais, estaduais, municipais e até os trabalhadores da área privada (o atual governo conseguiu aprovar), estão sendo massacrados com uma onda de ligações de vários representantes de bancos, oferecendo empréstimos consignados e refinanciamento dos que já existem. A maioria desses servidores, estão acima de 60 anos e mesmo assim, tanto o refinanciamento, quanto o empréstimo novo é feito com 96 meses para pagar descontados diretamente no contracheque do funcionário.

O que causa mais espanto, é que alguns relatam que trocaram o número de telefone, não forneceram para a sua repartição a qual está atrelado e os agentes financeiros representantes de bancos conseguem localizar o servidor.

Alguns, declararam que forneceram somente para o seu departamento pessoal, mas, mesmo assim os bancos descobrem ou alguém informa para eles, e a tortura vai de domingo a domingo, todos os dias num verdadeiro massacre.

Os juros continuam abusivos pela prática de Anatocismo que  é a prática ilegal de cobrar juros sobre juros já vencidos e não pagos, ou seja, a capitalização de juros. Em contratos de financiamento e empréstimos, essa prática ocorre quando os juros acumulados são incorporados ao valor principal da dívida, gerando novos juros sobre o montante já acrescido de juros.

Por isso, esses servidores clamam por uma investigação tanto por parte da Polícia Federal e Ministério Público Federal, porque sendo eles servidores federais principalmente, é de competência dessas duas instituições investigativas.

Há quem diga que até existe o desrespeito ao Estatuto do Idoso, ferindo o Princípio da Dignidade da Pessoa Humana, uma vez que quando os sujeitos envelhecem, o  salário que já fica prejudicado pela inflação desenfreada, diminui e muitos não conseguem pagar seus planos de saúde e comprar seus remédios necessários para a sua melhor sobrevivência.

 

Carlos Terceiro, jornalista colaborador

 

 

MPF
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