Desde que teve início uma campanha massiva por parte da imprensa brasileira, que passou a aceitar decisões impróprias e a normalizar condutas questionáveis por parte de membros do Judiciário e Congresso Nacional, que o Brasil passou a convulsionar socialmente.
O primeiro passo foi dado pelo Supremo Tribunal Federal, que se deixou influenciar por parte da opinião pública, ludibriada por setores da imprensa, que em uma decisão altamente questionável, aceitou validar prisões a partir de condenações de segunda instância, ferindo de morte um dos princípios básicos e pétreos da Constituição, o da presunção da inocência. Certo que posteriormente o próprio STF recuou, mas o estrago já era irreparável.
Em que pese, e levemos em consideração o fato de que a repercussão de prisões de alguns políticos, que nadavam na impunidade, não por conta da legislação, mas pela demora do próprio judiciário de julgar e por vezes do Ministério Público, em apresentar denúncia, o STF não tinha o direito de cometer tamanha obscenidade jurídica. Há que se entender o momento que o país atravessava, mas cabia ao Supremo, apaziguar e julgar corretamente.
Na esteira dessa decisão aloprada, tivemos impeachment, perda de direitos, ameaças veladas à democracia, e até mesmo sandices como pedidos para que as Forças Armadas assumissem o poder e fechamento, quem diria, do próprio Supremo.
Isso aconteceu exatamente pelo desequilíbrio produzido a partir daquela decisão. A justiça não pode ser feita com as próprias mãos e as instituições são maiores que seus atuais comandantes. Temos um presidente da República mitômano, que flerta abertamente com a ditadura, inclusive apoiou o fechamento da Corte e do Congresso Nacional, um presidente de Câmara que compra deputados oportunistas e malcheirosos com ‘orçamentos secretos’, que de secreto nada tem, já que são divulgados abertamente; um presidente no Senado que se omite de debates, preferindo agir nas sombras e o atual comandante do Judiciário, que além de ter defendido abertamente a imoralidade que foi a Operação Lava Jato, mantém estreitas relações com o setor bancário.
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Autoria: Alan Alex, Painel Político