Uma nova fase da Operação Audácia mobiliza mais de 100 agentes nesta terça-feira (23) para cumprir 21 mandados de busca e apreensão e 20 de prisão contra investigados por ligação com uma organização criminosa que atua em Rondônia e outros estados.
Batizada de Operação Audácia X, a ação ocorre simultaneamente em Porto Velho e Ji-Paraná, em Rondônia, além de Rio Branco (AC), Campo Grande (MS) e São Paulo (SP).
Segundo o Ministério Público de Rondônia, os mandados foram autorizados pela 2ª Vara de Garantias da Comarca de Porto Velho para instruir um Procedimento Investigatório Criminal (PIC) instaurado pelo MPRO. A apuração investiga a suposta prática do crime de constituição ou integração de organização criminosa, previsto no artigo 2º da Lei nº 15.358/2026, conhecida como Lei Antifacção, além de outros delitos que possam ter sido identificados durante as investigações.
Além das buscas e prisões, a operação também prevê a recaptura de foragidos da Justiça, o cumprimento de mandados já registrados no Banco Nacional de Mandados de Prisão (BNMP) e a realização de flagrantes eventualmente constatados durante as ações e patrulhamentos. Entre os crimes citados estão posse ou porte ilegal de arma de fogo ou munição, receptação e tráfico de drogas.
Participam da operação equipes do Gaeco do MPRO, dos Gaecos do MPAC e do MPMS, da Secretaria de Estado de Segurança, Defesa e Cidadania (Sesdec), da Força-Tarefa Integrada de Combate ao Crime Organizado (FTICCO), da Polícia Militar de Rondônia (PMRO), do Centro de Inteligência da PMRO, da Polícia Civil (PCRO), da Gerência Especializada em Operações Penais (Geop), do Grupo de Ações Penitenciárias Especiais (Gape), da Polícia Técnico-Científica (Politec), do Centro de Inteligência da Polícia Militar do Estado de São Paulo (CIPM-SP) e da Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública do Mato Grosso do Sul (Sejus-MS).
De acordo com o MPRO, o nome Operação Audácia X faz referência ao comportamento atribuído a parte dos investigados, que, segundo a investigação, exibiriam nas redes sociais armas de fogo, inclusive de uso restrito, grandes quantidades de dinheiro, drogas e referências à facção criminosa da qual afirmariam fazer parte. Ainda conforme a apuração, essas publicações demonstrariam afronta às forças de segurança e intenção de ampliar influência nas regiões onde atuam.
Com infoormações do MP