Uma pesquisa do Instituto Real Time Big Data revela um cenário eleitoral divergente em Rondônia, onde candidatos ligados à direita dominam as simulações para a disputa presidencial. Enquanto isso, no plano nacional, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva mantém a liderança em todos os cenários testados para o primeiro turno.
O levantamento, realizado entre 5 e 16 de dezembro com 33.300 entrevistas em todo o país (margem de erro de 2 pontos percentuais), destaca que 23% do eleitorado rondoniense declarou não pretender votar, índice constante em todas as simulações.
Cenário em Rondônia: direita na dianteira
Nos três cenários estimulados no estado, a vantagem ficou com nomes da direita, variando apenas o líder.
No primeiro teste, Flávio Bolsonaro (PL) aparece à frente com 29% das intenções de voto, contra 20% do presidente Lula. Ratinho Jr. (PSD) tem 11%, Ronaldo Caiado (UB) 5% e Romeu Zema (NOVO) 2%. Nulos/brancos somam 4% e indecisos, 5%.
Na segunda simulação, Flávio Bolsonaro amplia a vantagem para 33%, contra 22% de Lula. Eduardo Leite (PSDB) registra 4%, Caiado mantém 5% e Zema, 2%.
Já no terceiro cenário, Tarcísio de Freitas (Republicanos) assume a liderança com 35%, abrindo distância para os 23% de Lula. Caiado aparece com 5% e Zema com 2%.
Liderança nacional com Lula
Em contraste com o panorama estadual, Lula lidera todas as simulações nacionais.
No primeiro cenário nacional, o presidente tem 35%, seguido por Flávio Bolsonaro (17%) e Ratinho Jr. (12%). Romeu Zema e Ronaldo Caiado aparecem empatados com 5% cada.
No segundo recorte, Lula mantém 35%, enquanto Flávio Bolsonaro avança para 20%. Eduardo Leite surge com 7%, Zema com 6% e Caiado com 5%.
No terceiro cenário, Lula se mantém com 35%, tendo Tarcísio de Freitas como principal adversário, com 26%. Caiado soma 6% e Zema, 5%.
Os dados indicam que, enquanto Rondônia apresenta uma disputa localizada na direita e um eleitorado significativamente afastado, o quadro nacional ainda apresenta Lula como nome mais forte, embora com cenários de segundo colocado variáveis. A estabilidade do grupo que declara não pretender votar em Rondônia emerge como um dos destaques do estudo.
Com informações de Rondônia Dinâmica