Diante do verão amazônico, período de seca intensa que afeta a região, agravado pelo fenômeno El Niño, a Prefeitura de Porto Velho está em ação para proteger a população e o meio ambiente. Desde o mês de abril, estão em desenvolvimento uma série de atividades que integram o Plano Municipal de Prevenção às Queimadas Urbanas 2026, coordenado pela Secretaria Municipal de Meio Ambiente (Sema).
O plano foi elaborado com medidas práticas e articuladas entre diversas áreas da gestão municipal e instituições parceiras. O objetivo é evitar que os focos de calor se transformem em grandes incêndios, garantir a qualidade do ar e reduzir os riscos à saúde da comunidade.
Os resultados já começam a ser percebidos. Dados do BDQueimadas/INPE apontam que, entre os meses de maio e julho de 2024, foram registrados 657 focos de calor no município de Porto Velho. No mesmo período de 2025, esse número caiu para 182, o que representa uma redução expressiva de 84,7%. A queda foi observada principalmente nos distritos historicamente mais afetados durante o período seco, demonstrando a eficácia das ações preventivas adotadas pela gestão municipal.
O prefeito Léo Moraes destacou que a prevenção é fundamental para evitar danos ambientais e proteger diretamente a população durante o período de estiagem.
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LEGENDA: Léo Moraes destacou que a prevenção é fundamental para evitar danos ambientais
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“Não podemos esperar a queimada acontecer para depois agir. Estamos trabalhando com planejamento, monitoramento e integração para antecipar os problemas e proteger a população. Cada foco de calor evitado significa menos fumaça, menos riscos para a saúde e mais proteção para o nosso meio ambiente. É uma responsabilidade que precisa ser assumida durante todo o ano”.
As ações estão organizadas em cinco frentes principais:
Educação e conscientização – palestras em escolas da zona urbana e rural, capacitação de professores e servidores, além de oficinas e orientações diretas nas unidades de saúde;
Mobilização social – campanhas educativas, abordagens em pontos estratégicos da cidade (pit stops) e engajamento de motoristas, empresas e lideranças comunitárias;
Fiscalização e denúncia – canal direto para a população comunicar queimadas, com intensificação de vistorias em terrenos baldios e aplicação de multas para quem descumprir a lei;
Brigada municipal temporária – equipe especializada, já selecionada e em atuação, preparada para agir com agilidade nos pontos mais críticos do município;
Monitoramento por satélite – uso de dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) e da Sala de Situação da Sema para acompanhamento em tempo real, permitindo respostas rápidas e decisões baseadas em informações precisas.
O secretário municipal de Meio Ambiente, Arthur Borin, reforçou a importância do trabalho integrado e preventivo.
“Nosso foco é agir antes que o problema aconteça. Estamos unindo conscientização, fiscalização rigorosa e tecnologia de monitoramento para evitar os cenários críticos que já vivemos em outros anos. A saúde da população e a preservação da nossa cidade são prioridades absolutas.”
Todas essas iniciativas contam com o apoio da Defesa Civil, do Corpo de Bombeiros, da Polícia Militar Ambiental, da Secretaria de Estado do Desenvolvimento Ambiental (Sedam) e do Ministério Público, formando uma rede de proteção que atua de forma coordenada e contínua.
Com esse planejamento, a gestão municipal espera não apenas reduzir o número de queimadas em 2026, mas também fortalecer uma cultura permanente de cuidado com o meio ambiente e com a qualidade de vida em Porto Velho durante todo o ano.
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Texto: Sema
Fotos: Secom
Secretaria Municipal de Comunicação (Secom)
Autor: | Fonte: eirondonia.com.br