Desde que a PEC da Reforma Administrativa foi protocolada na Câmara dos Deputados, há pouco mais de duas semanas, quase 20 deputados apresentaram requerimentos pedindo a retirada das assinaturas que viabilizaram a tramitação do texto. O motivo para o recuo seria a pressão de sindicatos e servidores.
A pressão acontece tanto pelas redes sociais, quanto por meio de lobby no próprio Congresso Nacional e manifestações nas ruas, além da recepção de parlamentares nos aeroportos e atos toda terça-feira na entrada do Anexo II da Câmara dos Deputados.
“Enquanto isso não for enterrado de vez, não vamos dar sossego para esse pessoal […]. Sairemos vitoriosos disso, pois essa PEC não prejudica apenas servidores, mas, sobretudo, a população, que não vai ter condições necessárias, nem servidores o suficiente para atender a população. Derrotamos a PEC 32 e, nessa 38, também estamos bem confiantes”, afirma o secretário-geral do Sindsep-DF, Oton Pereira Neves.
O Metrópoles também ouviu alguns dos parlamentares que retiraram a assinatura após ouvir sindicatos e “reavaliar” melhor o texto. O deputado Rafael Prudente (MDB-DF) justificou a ação dizendo que é necessário diálogo mais amplo em relação ao texto. Ele também afirmou que a decisão veio após o contato de sindicatos.
“Assim, diante da evolução do debate e dos novos elementos trazidos à discussão, decidi retirar minha assinatura, reafirmando minha disposição de participar de qualquer diálogo sério sobre modernização administrativa, desde que ela seja feita sem desmontar o serviço público, sem precarizar carreiras e sem comprometer a eficiência e a imparcialidade do Estado”, afirma o parlamentar.
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Foto: Rafaela Felicciano/Metrópoles
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