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As vacinas protegem das diferentes variantes com a mesma eficácia?

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Quando as vacinas para a Covid-19 começaram a ser desenvolvidas, ainda não eram conhecidas todas as variantes que hoje já estão identificadas. Além disso, ainda poderão surgir novas estirpes, pelo que importa perguntar: de que forma é que as vacinas que estão neste momento a ser administradas estão preparadas para lidar com a evolução do vírus?

Esta semana, Boris Johnson afirmou que o estado da pandemia no Reino Unido não apresenta sinais que impeçam a suavização das restrições prevista para o próximo dia 21, embora tenha reconhecido que há dúvidas sobre o nível de proteção que as vacinas atuais oferecem face à variante Delta/ B.1.617.2.

Segundo o jornal britânico The Guardian, é preciso separar os resultados de uma vacina no âmbito dos testes clínicos realizados em laboratório da sua eficácia no mundo real. Se uma vacina contra a Covid-19 for 90% eficaz relativamente à doença sintomática, isso significa que o risco de ficar doente é 90% mais baixo entre as pessoas vacinadas do que entre quem não foi vacinado.

Quando é que uma vacina falha?

Há, no entanto, casos em que as pessoas vacinadas desenvolvem uma doença, resultando em sintomas. Nestas ocasiões, diz-se que o fármaco falhou o seu propósito, sendo que a justificativa pode residir na própria vacina ou no sistema imunológico da pessoa vacinada.

Neste sentido, uma vacina que é 90% eficaz, terá uma taxa de insucesso de 10%, considerando insucesso como a possibilidade de ficar sintomático. No entanto, o The Guardian alerta que a vacina poderá ter ajudado, de qualquer forma, a evitar doença severa ou mesmo a morte, o que significa que ainda teve um papel de proteção.

Quão eficazes são as vacinas contra a variante Delta/B.1.617.2 em relação à Alpha/B.1.1.7?

Alguns estudos sugerem que as vacinas contra a Covid-19 serão, em parte, menos eficazes face à variante Delta. Uma análise das autoridades britânicas, junto de 7.673 casos sintomáticos com a variante Alpha e 2.934 casos com a variante Delta, mostra que, depois de uma dose das vacinas Pfizer/BioNTech ou Oxford/AstraZeneca, se verificou uma redução absoluta de 17% na eficácia referente à variante Delta. No entanto, após duas doses da vacina, a diferença entre as duas variantes foi menos significativo.

A mensagem que deve ficar, de acordo com Deborah Dunn-Walters, professora da Universidade de Surrey, é que “as vacinas protegem e uma segunda dose é muito importante contra a variante Delta”.

Mas o que significa mesmo uma redução de 17%?

Embora este estudo indique que a eficácia da vacina pode cair 17% após a administração de uma só dose, não há indícios suficientes ainda sobre a severidade da doença. Segundo o The Guardian, esta é uma questão fundamental porque, se as vacinas garantirem níveis inferiores de proteção da variante Delta, poderá aumentar de novo a exigência sobre os hospitais.

“Um vírus mais infecioso que seja capaz de escapar à imunidade induzida pela vacina mais frequentemente irá provocar um aumento mais rápido dos casos”, alerta Adam Finn, professor da Universidade de Bristol e membro do organismo responsável pelo plano de vacinação no Reino Unido.

IstoéDinheiro

 

foto ilustrativa

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