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Bolsonaro diz que não haverá reajuste para servidores em 2022

Presidente descartou reajuste no corrente ano, mas disse que legislação já prevê reestruturações em 2023

Presidente descartou reajuste no corrente ano, mas disse que legislação já prevê reestruturações em 2023

O presidente Jair Bolsonaro (PL) disse, nesta terça-feira (7/6), que não haverá aumento salarial para servidores públicos em 2022. O governo analisava a possibilidade de conceder um reajuste linear de 5%, mas os pedidos de reestruturação de algumas categorias geraram empecilhos adicionais.

O reajuste custaria quase R$ 7 bilhões – o que, segundo Bolsonaro, iria exigir cortes em vários ministérios e “atrapalhar o funcionamento do Brasil”.

“Então, eu lamento. Pelo que tudo indica, não será possível dar nenhum reajuste para servidor no corrente ano. Mas já está na legislação nossa, a LOA etc., de que, para o ano que vem, teremos reajustes e reestruturações”, disse Bolsonaro em entrevista ao SBT na manhã desta terça.

O Ministério da Economia anunciou, na segunda-feira (6/6), que o bloqueio de gastos do governo caiu de R$ 8,2 bilhões para R$ 6,96 bilhões.

A redução no valor do corte foi possível porque a pasta desistiu de manter R$ 1,74 bilhão reservado para pagar uma parte do reajuste aos servidores do Executivo federal – aumento que vinha sendo ventilado há meses por Bolsonaro. Sem a reserva, o montante implicaria novo bloqueio no orçamento dos ministérios.

O acréscimo de 5%, contudo, é considerado “insuficiente” por representantes das categorias de funcionários públicos. Alguns grupos, como os servidores do Banco Central e do Tesouro Nacional, têm feito manifestações, paralisações e até greves para pressionar o governo.

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Em ano eleitoral, o presidente Jair Bolsonaro (PL) quer evitar ao máximo interferir nos programas em execução pelas diversas pastas, mas, depois de prometer aumento para categorias policiais, viu o reajuste virar exigência em todo o funcionalismo. Agora, a equipe econômica tenta achar uma solução que contemple ambas as demandas.

O governo federal tem até o fim de junho para decidir sobre o reajuste.

 

Via Metropoles

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