Cargos, emendas e possíveis ministérios: Congresso vende caro aprovação de MP da Esplanada
Semana no Congresso mostra sufoco da articulação política do governo na Câmara e aumenta expectativa para o Marco Fiscal no Senado
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O governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) fechou a semana com vitória significativa no Congresso Nacional, após conseguir a aprovação da medida provisória que reestrutura a máquina da administração federal, a chamada MP da Esplanada. No entanto, o resultado positivo, no caso da Câmara dos Deputados, onde a medida teve mais resistência, custou caro. O Planalto teve de liberar emendas parlamentares e sinalizar liberação de cargos e até possíveis mudanças em ministérios, além de prometer alterar a relação institucional com o Parlamento.
A semana foi repleta de transtornos para o governo Lula no Congresso. Houve derrota com a aprovação do Marco Temporal na Câmara e o risco iminente de o Executivo ver sua estrutura de ministérios ser desmontada caso a MP da Esplanada caducasse.
Os problemas do governo na Câmara dos Deputados se acentuaram a partir da terça-feira (30/5), quando o Planalto precisou abrir mão do chamado “corpo a corpo” para derrubar o Marco Temporal. Apesar de orientação contrária, as lideranças do Planalto nada fizeram para conter a adesão de parte das legendas que compõem a base, como PSB, MDB, PSD etc. Isso ocorreu para garantir a votação da MP do Bolsa Família, aprovada na mesma noite.
Havia previsão de votação da MP da Esplanada para a mesma noite. O clima de insatisfação com o governo, porém, levou à convocação de reunião com lideranças da Câmara. Diante de uma possível derrota do texto, que acabaria por levar o governo a perder sua atual estrutura de ministérios, a votação foi adiada para a manhã da quarta-feira. A sessão ocorreu às 9h55, com estimativa de votação para 11h.
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Metrópoles
Foto: Daniel Ferreira/Metrópoles
