Descaso no João Paulo II prejudica cidadãos que buscam socorro nas UPAs
Quatorze pacientes aguardavam transferência até esta quinta (13)
Quatorze pacientes aguardavam transferência até esta quinta (13)
A falta de estrutura histórica no Pronto-Socorro João Paulo II, provoca uma verdadeira reação em cadeia no sistema público de saúde de Porto Velho. A unidade é a principal referência pública de alta complexidade para atendimentos de urgência e emergência no estado.
Para se ter uma dimensão do problema, informações obtidas pela reportagem apontam que, até esta quinta-feira (13), 14 pacientes permaneciam internados em UPAs e policlínicas da rede municipal aguardando transferência para o João Paulo II.
Sem vagas disponíveis no único pronto-socorro público estadual de alta complexidade, os pacientes permanecem nas unidades municipais à espera de atendimento especializado, enquanto familiares convivem com a preocupação e a incerteza sobre quando o tratamento necessário será realizado.
O problema, porém, não termina na falta de transferência. Com pacientes que deveriam permanecer temporariamente nas UPAs e policlínicas ocupando leitos por períodos prolongados, a estrutura municipal fica pressionada e perde capacidade para receber novos casos de urgência e emergência.
Na prática, a deficiência estrutural do João Paulo II acaba sendo transferida para toda a rede. Pacientes que deveriam ser estabilizados e encaminhados para atendimento de maior complexidade permanecem nas unidades municipais, aumentando a demanda sobre equipes médicas, enfermagem e demais profissionais.
O cenário evidencia como os problemas históricos do João Paulo II ultrapassam os limites da própria unidade e atingem diretamente o cidadão que procura atendimento no sistema público de saúde de Porto Velho. Sem vagas no hospital de referência, toda a cadeia de atendimento acaba sendo afetada.
Texto: Redação
