Marcos Rogério terá desafio de reorganizar as contas públicas de Rondônia e equilibrar as despesas do Estado
Acabou a fase de empolgação e chegou a hora de equilíbrio fiscal e gestão
Acabou a fase de empolgação e chegou a hora de equilíbrio fiscal e gestão
O governador eleito de Rondônia, Marcos Rogério, já deverá enfrentar um importante desafio antes mesmo de assumir oficialmente o comando do Palácio Rio Madeira: compreender a real situação financeira e administrativa do Estado e encontrar caminhos para reorganizar a máquina pública.
As informações recebidas do Tribunal de Contas do Estado (TCE) deverão servir de referência para esse diagnóstico. O novo governo precisará avaliar despesas, contratos, compromissos financeiros e a estrutura administrativa, identificando onde será possível reduzir gastos sem comprometer os serviços essenciais.
Um dos pontos que exigirá atenção é o enxugamento da máquina pública. A necessidade de rever cargos comissionados, despesas administrativas e contratos deverá estar entre as prioridades, especialmente diante das informações de que fornecedores do Estado estariam enfrentando dificuldades para receber seus pagamentos em dia.
A situação da saúde pública também merece atenção especial. A demanda por atendimento é elevada, os recursos são escassos e os desafios estruturais continuam exigindo respostas do governo. Não será suficiente apenas reorganizar números: será necessário garantir recursos para hospitais, medicamentos, equipamentos, profissionais e atendimento à população.
Marcos Rogério terá, portanto, a responsabilidade de conciliar duas necessidades fundamentais: colocar as contas públicas em ordem e manter o funcionamento dos serviços que a população depende diariamente.
O desafio será encontrar o equilíbrio entre cortar despesas desnecessárias, honrar os compromissos com fornecedores e assegurar investimentos nos setores mais sensíveis da administração estadual.
Rondônia precisa de planejamento, responsabilidade fiscal e capacidade de gestão. A população espera que a transição de governo resulte em medidas concretas, transparência nas contas públicas e melhoria dos serviços oferecidos pelo Estado.
Carlos Terceiro, Nahoraonline
