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França lamenta que líderes libaneses não tenham formado governo

A França apelou hoje aos líderes políticos libaneses para que "assumam as suas responsabilidades", lamentando que não tenham respeitado o compromisso, assumido durante a visita do Presidente francês ao país, de formar governo em 15 dias

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A França apelou hoje aos líderes políticos libaneses para que “assumam as suas responsabilidades”, lamentando que não tenham respeitado o compromisso, assumido durante a visita do Presidente francês ao país, de formar governo em 15 dias

“Ainda não é tarde: todos devem assumir as suas responsabilidades e, finalmente, agir no interesse exclusivo do Líbano”, permitindo que o primeiro-ministro libanês, Moustapha Adib, “constitua um governo que esteja à altura da gravidade da situação”, referiu o Palácio do Eliseu numa nota.

“Nós continuamos a monitorizar de perto a situação e continuamos os nossos contactos com líderes políticos libaneses para renovar esta mensagem”, disse a Presidência francesa.

Ao visitar o Líbano em 01 de setembro, Emmanuel Macron assegurou que obteve garantias dos políticos sobre a formação de um Governo dentro de quinze dias, acrescentando que esperava por uma equipa apoiada por “todos os partidos políticos” e capaz de lançar reformas.

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Mas, desde então, as negociações lideradas por Moustapha Adib, um ex-embaixador relativamente pouco conhecido, estagnaram.

“A França lamenta que os líderes políticos libaneses não tenham conseguido manter os compromissos assumidos com o Presidente Macron em 01 de setembro, de acordo com o calendário anunciado”, sublinhou o Eliseu.

A Presidência recordou que, naquele dia, “todos os líderes políticos libaneses” tinham “assumido um compromisso” de que este “Governo de missão” poderia ser “capaz de implementar um programa de reformas urgentes atendendo às necessidades do Líbano e às aspirações dos libaneses”.

Num país com várias religiões, onde os mesmos partidos dominaram a cena política por décadas, as autoridades estão acostumadas a negociar por longos períodos para formar um Governo.

De acordo com os media libaneses, a formação do gabinete travou devido à atribuição da pasta das finanças, já que o partido xiita Amal alega que é prometido desde 2014 “uma personalidade xiita” neste cargo.

O Hezbollah, o Amal e a Corrente Patriótica Livre (CPL), o partido presidencial, detêm a maioria no parlamento.

Os três partidos orquestraram a formação do anterior governo, que renunciou na sequência da explosão em 04 de agosto no porto de Beirute.

A explosão foi provocada pela deflagração de cerca de 3.000 toneladas de nitrato de amónio, provocou mais de 190 mortos, 6.500 feridos e 300.000 desalojados.

Por Notícia ao Minuto – Portugal

 

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