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Governador está mais perdido do que cego em tiroteio; Lista de investigados é longa; Transposição não anda

A íntegra da coluna redigida pelo jornalista Robson Oliveira

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A íntegra da coluna redigida pelo jornalista Robson Oliveira

VAI E VEM 

O governador Marcos Rocha (Sem partido) está mais perdido do que cego em tiroteio para administrar o rescaldo do caos que assola a saúde pública estadual. Hora edita decreto mais restritivo, minutos depois, após meia dúzia de críticas, muda tudo. Uma coisa é certa: o aumento de mortes e infectados em Rondônia continua em curva ascendente e, na medida que o número de infectados em busca de atendimento médico aumenta, as críticas ao governo crescem na mesma proporção. Não há como fazer um omelete sem quebrar os ovos: Rocha tem que abrir os olhos e adotar medidas mais rígidas caso queira desafogar o sistema de saúde, senão o caos será maior. Esse vai e vem revela um governo perdido e sem rumo. O prefeito da capital, corajosamente, decretou lockdown ano passado (achatando a curva) e nem por isto perdeu as eleições. A crítica, em qualquer administração, existe. E é bom que haja para conter o ímpeto dos eventuais governantes paspalhões.

OPERAÇÃO 

Mesmo o judiciário restituindo as funções parlamentares do deputado estadual Jair Montes, os estrago está feito e, pelo que podemos abstrair da decisão, é alvo sim de uma investigação sobre suposto superfaturamento na compra de testes rápidos da Covid. O magistrado do caso, desembargador Roosevelt Queiroz, ao devolver as funções parlamentares ao investigado, revelou surpresa no vazamento dos nomes envolvidos. Bobagem, pois a cidade é pequena e qualquer operação policial vai às mídias sociais instantaneamente por vizinhos ou curiosos. Principalmente na residência de um parlamentar com o histórico de barulho como é Jair Montes. Não há como manter sigilo.

ALVO 

Mesmo ficando livre para retomar suas funções legislativas, o parlamentar sabe que é alvo dessas investigações sobre aquisição de testes rápidos de covid. Outro dia discursou afirmando que é o “pai” da Covid, arrancando dos seus pares boas risadas. Embora tenha usado um eufemismo para falar do seu interesse com a pandemia, os eleitores ficaram sabendo agora que este interesse, ao que parece, é ainda maior do que revelou. Dependendo da investigação, além de genitor, pode ter colaborado com a cria a causar tantas mortes.

INVESTIGAÇÕES 

A coluna apurou nos bastidores que estão em curso várias investigações relativas ao uso indevido da pandemia, por agentes públicos, para malversar os recursos destinados exatamente ao combate à Covid-19. Não apenas na aquisição dos testes, mas também na aplicação dos recursos em leitos e insumos. A lista de alvos é longa, segundo a fonte, que ainda surpreenderá muitos outros: seja por atos comissivos, seja por atos omissivos.

CRITÉRIOS 

Na última coluna criticamos a inércia da bancada federal em exigir do Ministério da Saúde uma cota maior de vacinas para Rondônia destinada à imunização da população com mais rapidez para conter a contaminação do coronavírus. O deputado federal Lucio Mosquini, líder da bancada rondonienses no Congresso, requisitou ao ministério explicações sobre a quantidade destina para Rondônia em relação à enviada para o Acre e, pela explicação, o Ministério da Saúde adota critérios epidemiológicos e de grupos vulneráveis para repartição das doses disponíveis, sem privilegiar nenhuma estado. Nas explicações ministeriais, com cópia para a coluna, verificamos a veracidade das informações comprovando que não há disparidade nas cotas de vacinas destinadas para o Acre e Rondônia. Os critérios são os técnicos que o MS adotou. O que falta mesmo são vacinas para que a imunização dos brasileiros contenha o caos em virtude do alto número de mortos e infectados. A bancada federal, portanto, tem feito a sua parte. Mesmo que este cabeça chata ache pouco.

DISTRITÃO 

Aproveitando o papo com o colunista, Mosquini adiantou que hoje, no âmbito da Câmara Federal existe uma tendência na aprovação da proposta na legislação eleitoral de adoção ao “Distritão”. O modelo consiste da seguinte forma: o estado e município se torna um distrito eleitoral e funcionará para a escolha de deputados federais, estaduais, distrital e vereadores. Assim, serão eleitos os candidatos que obtivessem as maiores votações nos distritos, como acontece hoje na eleição dos senadores. Não é levado em conta os votos para partidos e coligações. Em síntese: estaria eleito aquele que recebesse mais votos individualmente. De acordo com Mosquini, esta é a proposta. Sendo colocada em votação imediatamente, é a que mais tem recebido apoio entre os congressistas. O que não há consenso é em relação à cláusula de barreira que, aprovada, acaba de vez com mais da metade dos partidos existentes.

COLIGAÇÃO 

Os defensores das famigeradas coligações, onde partidos sem nomes em suas nominatas com votos suficientes para alcançarem o coeficiente eleitoral juntam-se com as legendas mais densas eleitoralmente para elegerem seus candidatos, não estão conseguindo convencer a maioria para que seja reeditada nas eleições de 2022. Na hipótese das coligações permanecerem vedadas, muitos partidos denominados ‘nanicos’ tendem a desaparecer do cenário político. Com são agremiações cartoriais, os seus dirigentes também perdem importância porque fazem da legenda um meio de vida.

FILIAÇÃO 

O tucano João Gonçalves Junior, prefeito de Jaru, está em negociações para deixar o PSDB e ingressar do MDB. As conversas estariam bem adiantadas, o que tem animado os emedebistas em avaliar lançar o jovem prefeito ao Governo de Rondônia. A filiação no MDB é dada como certa, apesar da candidatura depender de outros fatores e que não interfira nas relações comerciais da família.

TRANSPOSIÇÃO 

Existe algo estranho nos trabalhos da comissão especial da união destinada a analisar os pedidos de transposição dos servidores de Rondônia para os quadro federais.  Enquanto os processos dos servidores do Amapá e Roraima andam a passos largos, os processos dos servidores de Rondônia dormitam nos escaninhos do Ministério da Economia, inclusive com rigor burocrático bem mais rígidos dos exigidos para os servidores amapaenses e roraimenses.

TRANSPOSIÇÃO II 

Esta é uma questão que vem se arrastando lentamente há mais dez anos sem que os servidores com direito a migrar para os quadros federais consigam uma solução com a rapidez que merecem. Embora inúmeros deputados federais e senadores tenham faturado com a transposição, alegando estarem resolvendo os entraves, o que constatamos é uma inércia política que discrimina os nossos barnabés. O discurso dessas autoridades federais é lorota, a bancada anterior foi mais efetiva no caso, pois o carimbo de inadmissão nos processos dos nossos servidores é imensamente maior do que dos demais. No Amapá, terra do senador Davi Alcolumbre, e Roraima, estado de Romero Jucá, a transposição anda a passos largos.

POLARIZAÇÃO 

Mesmo reconhecendo que o ex-presidente Lula foi julgado fora da normalidade processual e que merecia (como qualquer outra pessoa) um julgamento justo, corrigido tardiamente por um HC deferido pelo ministro Edson Fachin, a polarização política um ano antes das eleições entre lulismo e bolsominos não é bom para a política do país. Na medida que as eleições forem se aproximando esta polarização tende a debandar para vias de fatos. O que aumenta a incredulidade da população com os políticos e a política.  Os destinos do Brasil não deveriam ser decididos no par e impar.

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