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Investimentos imobiliários entre Brasil e EUA ganham força

Profissionais conectam capital internacional a ativos brasileiros e levam oportunidades de Miami diretamente ao investidor local, redefinindo o mercado

📷 Divulgação
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Em agosto de 2026, durante o CIM 360, no Rio de Janeiro, a corretora e advogada Danielle Lisboa Martins apresentou uma inovação ao mercado: a conexão direta de investidores brasileiros com a incorporadora Domus, de Miami. A iniciativa, apoiada por profissionais como Juscileia Ramos, marca uma nova fase nos investimentos imobiliários entre Brasil e EUA, transformando a internacionalização em uma prática comercial tangível e acessível.

A ponte prática entre Miami e o capital brasileiro

A participação de Danielle Lisboa Martins no evento não se limitou a palestras teóricas sobre globalização. Ao apresentar diretamente um empreendimento de uma incorporadora de Miami, ela demonstrou um modelo de atuação que elimina intermediários desnecessários e aproxima o investidor da oportunidade real.

“Inovar é transformar conexões em oportunidades. Levamos Miami diretamente ao investidor brasileiro e, ao mesmo tempo, abrimos caminhos para que boas oportunidades do Brasil cheguem ao capital internacional”, afirma Danielle Lisboa Martins.

Essa abordagem redefine o papel do corretor e do consultor, que deixam de ser apenas divulgadores de tendências para se tornarem arquitetos de transações transfronteiriças, dominando as nuances jurídicas e comerciais de ambas as jurisdições.


Identificação de ativos e a atração de private equity

No sentido inverso, a operação também busca trazer capital estrangeiro para o Brasil. Juscileia Ramos, corretora de imóveis de Brasília e parceira de consultoria de Martins, atua na identificação estratégica de empresas, projetos de agronegócio e ativos imobiliários nacionais.

O objetivo é apresentar esses ativos a fundos de investimento e private equity, nacionais e internacionais. A inclusão de profissionais como Adriana Aldruei, corretora de Ribeirão Preto, na iniciativa, demonstra a capilaridade necessária para mapear oportunidades de alto potencial fora do eixo tradicional Rio-São Paulo.

O futuro do mercado sem fronteiras

Conectar mercados, capital e oportunidades exige mais do que boa vontade; demanda conhecimento jurídico, domínio de compliance internacional e uma rede de contatos robusta. A atuação conjunta de advogadas e corretoras habilitadas em ambas as jurisdições reduz o risco percebido pelo investidor estrangeiro e valida a segurança jurídica das operações.

O CIM 360 serviu como palco para validar esse modelo. Ao mostrar que é possível levar Miami ao investidor brasileiro e, simultaneamente, levar o agronegócio e o imobiliário do interior do Brasil aos fundos globais, o grupo estabelece um novo padrão de excelência no setor.

Resta observar se essa iniciativa se consolidará como uma tendência estrutural ou permanecerá como um nicho de atuação. À medida que a economia global exige diversificação de portfólio, os profissionais que dominam a arte de conectar jurisdições distintas não estarão apenas facilitando negócios, mas redesenhando a própria geografia do capital imobiliário no país.

Versão em áudio disponível no topo do post.

Autor: | Fonte: painelpolitico.com

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