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MP orienta Câmara de Guajará-Mirim a reduzir diárias após gasto de R$ 1,1 milhão em 2025

Vereadores gastaram R$ 1,1 milhão em diárias só em 2025; alguns parlamentares consumiram quase R$ 150 mil cada

Vereadores gastaram R$ 1,1 milhão em diárias só em 2025; alguns parlamentares consumiram quase R$ 150 mil cada

O Ministério Público de Rondônia (MPRO) expediu recomendação, nesta segunda-feira (13), para que a Câmara de Guajará-Mirim reduza gastos e reforce o controle na concessão de diárias. A medida foi assinada pelo promotor Leonardo Castelo Alves.

A recomendação veio após apuração que identificou possíveis irregularidades nos pagamentos feitos em 2025.

Gasto milionário

Só no ano passado, os vereadores da cidade gastaram R$ 1.155.395,00 com diárias. Alguns parlamentares utilizaram quase toda a dotação anual prevista, com valores próximos de R$ 150 mil por vereador. Outros tiveram gastos bem menores.

O MPRO aponta descompasso entre a despesa e a real necessidade dos deslocamentos. Muitas viagens foram para Porto Velho, justificadas por agendas em órgãos públicos, cursos ou reuniões.

“Diária não é salário”

O promotor afirmou que diárias não podem funcionar como complemento de renda. Por lei, o benefício tem caráter indenizatório, destinado a cobrir alimentação, hospedagem e deslocamento em serviço.

Pagamentos sem ligação direta com a função ou sem necessidade comprovada podem configurar improbidade administrativa.

O que o MP recomenda

Entre os principais pontos, o órgão orienta:

  • Redução do valor previsto no orçamento para diárias

  • Limites mais equilibrados entre os vereadores

  • Evitar concessões frequentes ou em curto intervalo para o mesmo destino

  • Justificativa clara antes da viagem e relatório individual depois

  • Divulgação de todas as informações no portal da transparência

Restrições e fiscalização

O MPRO recomenda ainda que não sejam pagas diárias para:

  • Atividades sem interesse público direto

  • Visitas políticas sem finalidade institucional

  • Eventos festivos

  • Compromissos que possam ser resolvidos por videoconferência ou cursos online gratuitos

A Controladoria Interna da Câmara deverá intensificar a análise dos pedidos. Vereadores também foram orientados a avaliar a real necessidade de cada deslocamento.

Prazo e consequências

O MPRO deu prazo de 10 dias úteis para a Câmara informar as medidas adotadas. O descumprimento pode levar a ações judiciais para obrigar a adequação das práticas e responsabilizar os envolvidos.

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