O gasoduto volta à pauta: Porto Velho pode receber 2 milhões de metros cúbicos de gás por dia
O gasoduto já não é coisa do passado, mas uma perspectiva real para o futuro
O gasoduto já não é coisa do passado, mas uma perspectiva real para o futuro
Por Sérgio Pires
A dependência do Brasil em relação ao gás boliviano, se acentua cada vez que há uma crise no nosso vizinho. Como a que está acontecendo agora. E reacende também uma questão até hoje atravessada na nossa garganta: a luta, com todas as forças, dos governos petistas, de impedir que Rondônia recebesse algo em torno de 2 milhões de metros cúbicos de gás por dia, ao ser abandonado o projeto do gasoduto Urucu-Porto Velho. Dilma O Poste Rousseff disse, certa vez, que como Rondônia ganharia duas hidrelétricas, não precisaria do gasoduto. Ironizando, se diria que era uma quase gênio na questão energética, falando bobagem, como se uma coisa eliminasse a outra. Nesse novo momento em que vive o Brasil, em que saíram de cena figuras danosas ao nosso Estado, como a ex-ministra Marina Silva, que criava áreas de proteção exatamente nos locais por onde passaria a canalização do gasoduto, surge, enfim, uma possibilidade concreta de que a obra saia do projeto e se torne realidade. Não é possível que tenhamos uma abundância dessa energia limpa, tão próximo de nós e que, apenas por questões ideológicas, por pressões de ambientalistas xiitas; de ONGs e do governo do Amazonas (que sempre quis todo o gás de Urucu apenas para ele), a Petrobras tenha recuado no projeto original, inclusive inventando a absurda tese de que não haveria gás para abastecer os dois Estados. Há e de sobra.
A Rongás, a empresa rondoniense de gás que quase foi extinta, agora renasce, forte, com a perspectiva de que o gasoduto, enfim, seja concluído. O que os atuais gestores lamentam é pelo tempo perdido. Agora, volta o otimismo ao órgão. O governador Marcos Rocha está dando todo o apoio à luta pelo gasoduto. O senador Marcos Rogério com o apoio especial que tem dado ao assunto, entrou na briga e está batalhando muito para que a Petrobras, enfim, autorize a obra. Ele é hoje uma autoridade com portas abertas no governo federal e pode ser um personagem vital nessa batalha. Há forte apoio, também, de parte da Assembleia Legislativa. Ela demoraria, com a tecnologia atual, algo em torno de três anos. Pronta, poderia, apenas numa das três áreas onde há gás em abundância, abastecer as necessidades de Porto Velho durante dez anos. E apenas num dos poços de Urucu. As possibilidades agora são reais, no sentido de que a obra seja finalmente concluída. E não o será nem pela própria Petrobras e nem pelo Estado, mas sim pela iniciativa privada. Um especialista no assunto, que conversou com a coluna, disse que “foi um crime que cometeram contra Rondônia”, analisando a decisão ideológica que atrasou o gasoduto em quase duas décadas. O lamento é porque, nesses anos todos em que poderia ter recebido o gás de Urucu, o Estado tenha deixado de faturar cerca de 15 bilhões de reais. Mas antes tarde do que nunca! O esforço do governador Marcos Rocha em ver enfim a obra andando e a pressão que o senador Marcos Rogério tem feito em Brasília, pode dar resultado. Com mais apoio do Governo do Estado, investimentos e mobilização da nossa classe política, a coisa pode andar. O gasoduto já não é coisa do passado, mas uma perspectiva real para o futuro. Em breve, certamente teremos novidades sobre o tema.
A CPI JÁ TRAZ RESULTADOS PRÁTICOS
O primeiro resultado prático da CPI já é comemorado pelo presidente Alex Redano e pelo relator Jair Montes. O governo do Estado já ampliou bastante a equipe do Procon, que está trabalhando duro, nas dezenas e dezenas de processos que estão sendo abertos, por consumidores, contra a Energisa. Afora isso, Monte apresentou projeto na Assembleia que obriga a empresa distribuidora de energia a fotografar o relógio do consumidor, quando for expedir a conta mensal. A partir dessa foto, feita todos os dias de leitura, o consumidor seria informado, com registro fotográfico, dos números que representem o seu consumo. A ideia é boa. Resolveria de vez muitos casos de protestos, em que o cliente alega não ter consumido tanto, berrando contra o que chama de abusivo aumento nas contas. Não haveria prova melhor. Só resta agora analisar a viabilidade técnica do processo. Se posto em prática, ele seria bom para os dois lados. A empresa não teria como ser contestada e o consumidor saberia exatamente, com prova fotográfica, o que realmente consumiu. Em breve saberemos se o assunto andou. (Confira a coluna completa aqui)
