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O que te falta?

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Se tivesse que responder essa pergunta agora, qual seria sua resposta?

Não sei se você já leu um pequeno livro de Shel Silverstein, chamado: A PARTE QUE FALTA.  Suas páginas possuem pouco texto, deixando para o leitor as possibilidades da interpretação. De uma forma delicada, a autora nos convida a entrarmos em contato com nossas faltas, que muitas vezes consomem boa parte de nossa vida; e nos impossibilitam a olhar efetivamente para o que já possuímos.

E lá se vai, o pequeno protagonista da história buscando incansavelmente, página por página, a parte que lhe falta…Seria mera coincidência nos identificarmos com ele?

Somos seres desejantes e faltantes o tempo todo! Sempre em busca de algo, de alguém, ou até mesmo de uma parte que achamos que precisamos obter para nos sentirmos “inteiros”, completos.

Mas, o que realmente nos falta?

Talvez o mais importante de todos os encontros seja aquele em que você acaba se encontrando com uma parte de si mesmo. Uma parte que nem mesmo imaginava que precisava encontrar. Algo que te assuste, mas ao mesmo tempo te abra possibilidades para crescer…. Ah, e crescer, muitas vezes é bem dolorido! Talvez esse fato, nos faça retornar para a incansável tarefa de buscar o que nos falta.

Porque crescer implica compreensão e perdão, deixar para traz algumas coisas para semear outras.

Já parou para chorar como criança, um pouquinho das suas dores de adulto? Faz um bem danado! De alma “lavada” e coração mais leve, podemos valorizar os encontros significativos que obtivemos pelo caminho; enquanto nosso foco estava no que nos faltava.

Ao final do livro que citei, o personagem que supostamente havia encontrado sua parte “faltante”, generosamente deixa ele ir…Percebendo que esta completude tão almejada lhe tirara outros encantamentos da vida, ele decide permanecer com esta falta. Ou quem sabe, já não se sente mais um ser incompleto. Pois no espaço de tempo de sua vida, a que se dedicou a buscar o que lhe faltava, encontrou novas possibilidades de ser feliz. E escolheu vivê-las!!

E afinal, nunca seremos totalmente completos. Isto é inerente ao ser humano. Mas quando celebramos as pequenas conquistas, tudo fica mais leve. E podemos nos permitir novos encantamentos e transbordamentos, enquanto o caminhar existe.

Seja gentil consigo mesmo!!

RAFAELA DI GUIMARÃES CAMARGO

Psicóloga CRP 13804

[email protected]

IG: @ psicorafadiguimaraes

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