Pirarucu ameaça Rio Guaporé; Deputada Lebrinha sugere manejo sustentável
Além do desequilíbrio ambiental, a medida visa a geração de renda para as comunidades tradicionais na região
Além do desequilíbrio ambiental, a medida visa a geração de renda para as comunidades tradicionais na região
O maior peixe de escamas de água doce do mundo, o pirarucu, apesar de ser nativo da bacia Amazônica, não é encontrado em todos os rios da região. E em Rondônia, a espécie que era nativa apenas nas proximidades da capital, Porto Velho, nos últimos anos, tem se espalhado pela bacia do rio Guaporé, ameaçando peixes nativos que regulam a cadeia biológica do Vale do Guaporé.

De acordo com a deputada, além da ameaça ambiental, não pode ser desconsiderado o impacto social e econômico para as comunidades tradicionais e pescadores profissionais. “A pesca é uma das principais fontes de renda e sustento de muitas comunidades do Vale do Guaporé. Uma política de controle vai contribuir, não apenas para evitar a extinção de peixes nativos, mas também, para promover renda, uma vez que será possível, de forma organizada e sustentável, inserir as comunidades nesse contexto”, defendeu.
Como resultado do encontro, técnicos do IBAMA se manifestaram interessados na reivindicação da deputada e enfatizaram a importância de uma atuação conjunta com a Secretaria de Estado de Desenvolvimento do Meio Ambiente (SEDAM), Polícia Ambiental e demais interessados. A deputada se comprometeu em mobilizar todos os agentes necessários, para que seja elaborado um plano de ação, com regulamentação específica e medidas de monitoramento.
Assessoria
