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Myke Sena/Especial para o Metrópoles

Reino Unido acende alerta após vírus da pólio aparecer em esgoto

Em testes de rotina no esgoto de Londres, autoridades detectaram casos conexos do virus enfraquecido

Em testes de rotina no esgoto de Londres, autoridades detectaram casos conexos do virus enfraquecido

Autoridades de saúde pública do Reino Unido declararam estado de National Incident devido à detecção de vírus da pólio derivado de vacina em amostras de esgoto de Londres. Essa situação permite a associação de órgãos do governo, entidades não-governamentais e empresas privadas no combate do problema em questão.

A primeira detecção do vírus aconteceu em fevereiro e, desde então, outras amostras de esgoto registraram positivo para o patógeno. Até o momento, não há casos de poliomielite, nem paralisias relacionadas.

Mesmo assim, os órgãos de saúde reiteram a necessidade de que os cidadãos se atentem para os sintomas da doença. Assim como tenham certeza de que estão regulares com a vacinação, bem como a dos familiares, para reduzir o risco da doença.

O vírus derivado de vacina é um patógeno enfraquecido introduzido no corpo humano via vacina oral, a fim de criar anticorpos e fortalecer a defesa. Os testes de amostras de esgoto geralmente computam casos desconexos de vírus da pólio todo ano. Esses, em geral, vêm de pessoas que receberam a imunização oral em outros países que não o Reino Unido e que viajam ao país.

Quem toma a vacina, geralmente apresenta vestígios do vírus enfraquecido nas fezes por algumas semanas. Não há perigo em se vacinar.

O alarme vem porque os casos detectados desde fevereiro estão relacionados uns com os outros e têm mutações. Ou seja, há indícios de que os vírus estão evoluindo ao contagiar de uma pessoa para a outra. Esses alertas acontecem de forma relativamente frequente durante o ano.

A doença

A poliomielite se caracteriza pela fraqueza das extremidades do paciente, dos músculos envolvidos na respiração e deglutição, que progride em cerda de 10 dias. Pode evoluir para paralisia. É um vírus intestinal e a contaminação ocorre via fecal e oral. Há vacina contra a doença via oral e aplicada ainda enquanto criança.

Em março, a detecção de um caso da doença em Israel em uma criança de 3 anos e outros casos no Maláui, na África, elevaram os alertas para a doença, que havia sido anunciada como erradicada pela Organização Mundial de Saúde (OMS) na região.

A vacinação contra a pólio decaiu nos últimos anos no Brasil. em 2015, a cobertura vacinal chegava a 98,29%. Em 2021, cobria apenas 67,71%, de acordo com dados do Datasus.

Via Metrópoles

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