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Repórter agredido ao vivo presta depoimento em delegacia em RO: ‘Se não acontecer nada, vai dar brecha’

Repórter Richard Nunes foi agredido ao vivo enquanto fazia uma cobertura de um acidente. Um dos possíveis agressores já foi identificado e assinou o termo circunstanciado.

Repórter Richard Nunes foi agredido ao vivo enquanto fazia uma cobertura de um acidente. Um dos possíveis agressores já foi identificado e assinou o termo circunstanciado.

A Polícia Civil de Rondônia começou a investigar o caso do repórter Richard Nunes, que foi agredido ao vivo enquanto fazia uma cobertura de um acidente. A vítima foi até a delegacia nesta quarta-feira (13) para prestar o depoimento oficial sobre o caso. Ninguém foi preso até o momento.

Richard trabalha no Rondônia ao Vivo, uma página de notícias local, e estava ao vivo falando sobre o acidente, quando foi cercado por familiares da vítima e o motorista do carro. Na transmissão, o repórter é xingado; ele relata que também foi atacado com golpes de capacete.

A ocorrência foi registrada como lesão corporal dolosa. O caso foi encaminhado para a 6ª Delegacia de Polícia Civil de Porto Velho.

Um dos possíveis agressores já foi identificado e assinou o termo circunstanciado. O nome dele não foi divulgado. A polícia trabalha para identificar outros envolvidos.

Além de prestar depoimento, Richard esteve no Instituto Médico Legal (IML), onde passou por exame de corpo de delito.

Para o repórter, que é acostumado a trabalhar na cobertura de casos policiais, estar agora diante de uma delegacia como vítima por causa do seu trabalho traz uma nova sensação.

Segundo Richard, a expectativa é que o delegado consiga avançar na identificação dos envolvidos, para que casos como esse não voltem a acontecer com nenhum repórter. Ele destaca “principalmente esses que fazem o factual de matérias policiais, que vão para o local no momento do ocorrido”.

“Se isso que aconteceu comigo, não mostrar que tem uma punição, que tem uma responsabilização, outras pessoas vão se sentir à vontade para cometer o mesmo, de impedir o trabalho da imprensa. Se não acontecer nada, isso vai dar brecha para outros familiares fazerem o mesmo com qualquer repórter”, declarou.

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