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Resenha Política I – Robson Oliveira

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Resenha Política I – Robson Oliveira. As eleições municipais ainda não empolgaram, mas dá para avaliar o quadro e projetar alguns cenários possíveis. Depois de dez dias nas terras de ‘Iracema’ e ‘Tupã’, eis aqui nós com estas maltraçadas linhas. As eleições municipais ainda não empolgaram, mas dá para avaliar o quadro e projetar alguns cenários possíveis.

Isolado

Mesmo com o Governo Federal nas mãos, os petistas terminaram sendo abandonados em várias cidades pelos partidos da base de sustentação no Congresso Nacional por não serem aliados confiáveis. Pelas primeiras pesquisas divulgadas por aí, o PT não aparece entre os favoritos.

Salto alto

São Paulo, Recife, Belo Horizonte, Rio Branco, Porto Velho, Porto Alegre, Salvador, Aracaju, Fortaleza, entre outras, os petistas estão na disputa sem as coligações que ajudaram a ganhar governos e prefeituras nas eleições passadas. Culpa do salto alto e da empáfia que sempre caracterizou alguns caciques do partido. Além da hostilidade com que tratam os aliados após as eleições.

Armário

A oposição à candidatura da petista Fátima Cleide, na capital, insiste em requentar e municipalizar o tema do aborto e união estável entre pessoas do mesmo sexo como forma de criar repulsa do eleitor evangélico contra a candidata. É possível que consiga enganar uma pequena parte do eleitor menos avisado. O problema é que muitos dos críticos, em privado, andam escondidos pelos armários.

Titanic

Ou os estrategistas do comitê eleitoral do candidato a prefeito da capital pelo PPS, Mário Português, estão confiantes com um programa de TV e Rádio impecável e de bom conteúdo para colocar o candidato no segundo turno, ou o Português vai naufragar nas águas do madeira. Um mês de campanha sem a candidatura empolgar nem os ‘formiguinhas’ contratados.

Estacionado

Mauro Nazif, candidato do PSB, precisa urgentemente colocar a campanha na rua para voltar a subir nas próximas pesquisas. Nome bem conhecido do eleitorado, político ficha limpa e ligado aos movimentos dos trabalhadores públicos anda estacionado em patamares fáceis de serem alcançados por quem vem atrás em curva ascendente. A campanha em si não existe.

Fôlego

Lindomar Garçon, do PV, continua na frente. O problema é manter o fôlego com uma coligação de partidos cartoriais (nanicos) e sem tempo suficiente de TV e Rádio para explicar as propostas. Mais bem postado, especialmente no eleitorado da zona leste (colégio eleitoral denso na capital) começa a ser ameaçado nesta zona pela candidata da atual administração. Vai precisar de muito oxigênio para se desfazer da pecha de ‘cavalo paraguaio’.

Escafedeu

Já o candidato do PMN e PCdoB, Mário Sérgio, começa a ser abandonado pelos próprios entusiastas da candidatura. Sem estrutura para oferecer aos candidatos proporcionais da coligação é a primeira vítima do abandono. Ninguém entendeu ainda quais os motivos que levaram do PCdoB entrar na coligação.

Identidade

Os comunistas erraram feio, visto que PT e PSB ofereceram condições mais avantajadas aos candidatos à edilidade do partido para que apoiassem as suas candidaturas. Mesmo assim, capitaneados pelos vereadores Cláudio da Padaria e Elis Regina, optaram em apoiar a candidatura de Mário Sérgio. Ademais, do ponto de vista ideológico não há nenhuma identidade entre os comunistas e o candidato do PMN. Já entre os petistas e socialistas…

Fria

Os dirigentes do PCdoB falam abertamente que entraram numa gelada, inclusive os dois edis. Vencer a incredulidade dos parceiros e a desconfiança dos fornecedores não vai ser um tarefa fácil para o candidato do PMN. Pelo cenário atual a candidatura de Mário Sérgio está fadada a embicar antes de alçar voos.

Demissão

Depois de muita crítica o governador Confúcio Moura abriu os olhos e viu que o senhor Júlio Olivar não reunia as condições técnicas para ocupar a Secretaria de Estado da Educação e resolveu exonerá-lo.

Improvisação

O decreto de demissão de Olivar deverá ser publicado nesta quarta-feira. Depois de muita improvisação e poucos resultados práticos, tudo indica que o governador resolveu se mexer e governar de fato. Atitude que o eleitor sempre esperou do governante. A nomeação do rapaz para pasta caiu como uma bomba assim que foi anunciada. Aliás, reza a lenda que nem Olivar acreditou na improvisação quando foi avisado por Moura, após uma feira de negócios na capital paulista.

Lista

A coluna apurou que outros colaboradores devem seguir o mesmo caminho de Olivar. Alguns já especulados, mas o governador já confidenciou a assessores que a lista de exoneração de secretários após as eleições municipais será extensa. No entanto, nos próximos dias duas outras exonerações serão anunciadas. A coluna espera anunciar em primeira mão. Como sempre faz.

Boquirroto

Não há um local onde junte mais de três pessoas que o chefe do Poder Legislativo deixe de utilizar palavras chulas para fustigar o governador Confúcio Moura. O chefe do Executivo Estadual tem acertadamente evitado de rebater pessoalmente os impropérios e as farpas, o que está correto. Mas é preciso utilizar os meios institucionais que possui, vez por outra, para colocar o boquirroto no devido lugar. Ninguém quer ver autoridades engalfinhadas em briga de rua, mas também não gosta de representação fraca.

Golpe

O desfecho final com que o Governo Federal encerrou a questão da transposição, enganando todos, foi o maior atrevido e desrespeitoso golpe a uma unidade federativa. O troco político tem que ser à altura.

Verdade

A crise envolvendo autoridades e sindicalista em Vilhena ainda vai dar muita confusão. Em Brasília, órgãos de controle já começam a monitorar as ações e condutas dos envolvidos. A coluna ouviu uma autoridade que revelou muitos fatos em ‘off’ que no momento não podemos publicar. Voltaremos a questão.

Fonte:  Robson Oliveira

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