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Servidores protestam contra a Reforma Administrativa

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Integrantes do Fórum das Entidades Nacionais dos Servidores Públicos Federais (Fonasefe) promoveram, na manhã desta sexta-feira (30/4), um ato público, na Praça dos Três Poderes, em Brasília. O evento também teve espaço para a defesa das vacinas contra o novo coronavírus e do serviço público.

As principais demandas dos servidores foram: a contrariedade à PEC 32/2020 ou Reforma Administrativa, a defesa da vacina contra a Covid-19 para todos e o auxílio emergencial de R$ 600 até o fim da pandemia.

O presidente do Fórum Nacional das Carreiras de Estado – que engloba 37 entidades e sindicatos –, Rudinei Marques, afirma que a reforma administrativa foi muito mal encaminhada pelo governo federal.

“A reforma não entrega nada do que promete, nem em termos de modernização, eficiência e gasto, como o governo tem alardeado. A PEC tem o intuito de fragilizar o serviço pública e entregar vastas áreas para a iniciativa privada, no momento em que o SUS, instituições de pesquisa estão fazendo esforço para que o país possa sair dessa crise sanitária que parece não ter fim”, defende Marques.

Entre as principais mudanças propostas pela PEC 32/2020, estão o corte de benefícios e vantagens e as mudanças no regime de contratação. Licenças, aumentos e férias superiores a 30 dias serão dificultados ou até mesmo extintos, na opinião dos manifestantes. Após concurso público, só os mais bem avaliados serão efetivados.

“Cunho fiscalista”

Bráulio Cerqueira, presidente da Unacon Sindical – que reúne os auditores do Brasil –, afirma que a reforma tem um cunho fiscalista e equivocado.

“O gasto com servidor público em percentual do PIB está estabilizado há 20 anos e vem caindo. Nos últimos anos, os gastos com servidores caiu, mas com os militares aumentou. A reforma precariza o emprego no serviço público, constitucionaliza a terceirização, ingresso sem concurso, restringe a estabilidade a um conjunto, o que favorece o clientelismo e ingerência”, destaca.

Sérgio Silva, secretário-geral da Confederação dos Trabalhadores no Serviço Público Federal (Condsef), apontou a responsabilidade do presidente Jair Bolsonaro diante da crise sanitária que o país vive.

“Nem 15% da população está imunizada, enquanto países com menor potencial que o Brasil vacinaram metade da população. Isso demonstra que [a vacina] não é a prioridade do governo brasileiro”, explica. 

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