Modern technology gives us many things.

China impõe sobretaxa sobre carne bovina e Rondônia amplia busca por novos mercados

A China estabeleceu uma sobretaxa de 55% sobre as importações de carne bovina brasileira. Somada à tarifa regular de 12%, a medida eleva para 67% o imposto

O desempenho de Rondônia também ganha importância dentro do mercado pecuário regional
O desempenho de Rondônia também ganha importância dentro do mercado pecuário regional

A China estabeleceu uma sobretaxa de 55% sobre as importações de carne bovina brasileira. Somada à tarifa regular de 12%, a medida eleva para 67% o imposto aplicado ao produto, aumentando a preocupação do setor com os impactos sobre as exportações brasileiras.

A China é um dos principais destinos da carne bovina produzida no Brasil. Entre 2016 e 2025, o país asiático recebeu mais de 8 milhões de toneladas de carne bovina brasileira. Somente em 2025, foram cerca de 1,6 milhão de toneladas, volume que correspondeu a mais de 40% de toda a carne bovina importada pela China.

Diante do novo cenário, o desafio para o setor brasileiro é ampliar a presença em outros mercados e reduzir a dependência de um único parceiro comercial.

Em Rondônia, essa estratégia já vem sendo colocada em prática. De acordo com o gerente do Observatório da Indústria de Rondônia, Igor Ribeiro, o estado tem trabalhado para ampliar o número de países compradores.

“No caso de Rondônia, é buscar outros países parceiros para a gente exportar o nosso excedente de carne. E a gente já tem feito isso desde o início do ano.”

Segundo ele, somente em agosto, Rondônia ampliou as vendas para países como Rússia, Canadá e Chile, além de outros destinos.

“A gente vem diversificando o nosso mercado justamente para não ficar dependente só da China. Apesar de a China ser um grande parceiro comercial, a importância de diversificar mercado é segurança na exportação.”

A estratégia de diversificação vem apresentando resultados. Em 2025, Rondônia exportou para 109 países. A meta, segundo Igor Ribeiro, é ampliar ainda mais essa rede de parceiros comerciais.

O setor de carne bovina também apresenta números expressivos. Em 2025, Rondônia movimentou aproximadamente US$ 1,3 bilhão em exportações de carne bovina. Em 2026, o estado já alcançou cerca de US$ 1,1 bilhão.

Mesmo com a redução das vendas para a China, o desempenho geral das exportações demonstra a abertura de novos mercados.

Segundo o Observatório da Indústria, em agosto Rondônia chegou a registrar uma redução de aproximadamente 90% nas exportações de carne para a China, mas compensou parte dessa perda com a abertura e ampliação de mercados como México, Argélia, Peru e Estados Unidos.

O resultado é que, mesmo com a redução das vendas para o mercado chinês, Rondônia registrou crescimento de 8,5% nas exportações de carne em relação a 2025.

Para Igor Ribeiro, os números mostram que o estado está conseguindo reduzir a dependência do mercado chinês.

“Isso mostra que Rondônia já não está mais dependente da carne da China. A China é uma referência no mercado mundial, em função das exigências ambientais e genéticas, mas já não é mais o principal importador da carne de Rondônia neste momento.”

A Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec) também avalia estratégias para minimizar os impactos da nova tarifa. Entre as possibilidades está a antecipação da produção e dos embarques.

A medida permitiria às empresas utilizar já no início do próximo ano parte da cota estabelecida para as importações, numa tentativa de garantir maior competitividade ao produto brasileiro diante da nova política comercial chinesa.

Para Rondônia, a avaliação é de que a diversificação dos destinos deve continuar sendo uma das principais estratégias para preservar o ritmo das exportações e garantir maior segurança ao setor produtivo.

Autor: | Fonte: rondorural.com.br

Relacionado
Deixe uma resposta

Seu endereço de email não será publicado.