Modern technology gives us many things.

União organiza Esplanada para volta dos servidores ao trabalho

Categoria promete "greve sanitária" caso medidas de segurança não sejam respeitadas. Alguns órgãos já definiram data para o retorno

Categoria promete “greve sanitária” caso medidas de segurança não sejam respeitadas. Alguns órgãos já definiram data para o retorno

Trabalhando de casa há cinco meses, parte dos servidores públicos federais voltarão a dar expediente nas repartições nas próximas semanas. Ao todo, oito ministérios planejam o retorno ou já estão com parte dos seus empregados em trabalho presencial.

Esse movimento começou nos órgãos diretos e indiretos da administração pública. Na última semana, 9,8 mil servidores voltaram ao trabalho presencial.

Atualmente, 347,9 mil empregados estão dando expediente de casa. Há 15 dias o total era de 357,7 mil. Segundo levantamento do Ministério da Economia, 61% do quadro está em home office.

Alguns órgãos determinaram data para o regresso. É o caso do Ministério das Comunicações. Lá, os servidores retornam em 8 de setembro. No Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), o teletrabalho era permitido até a última sexta-feira (14/8). Com o fim da validade, os servidores são obrigados a retornar nesta segunda-feira (17/8). No Ministério da Educação, as discussões estão avançadas para se definir o retorno.

Os ministérios de Minas e Energia; da Agricultura, Pecuária e Abastecimento; da Ciência, Tecnologia e Inovações; do Desenvolvimento Regional; e da Defesa estão com parte dos servidores em trabalho presencial.

Por lei, os órgãos têm autonomia para conduzir o processo de organização das atividades presenciais bem como pela opção ou manutenção do trabalho remoto. Foi uma determinação da Secretaria de Gestão e Desempenho de Pessoal (SGP) do Ministério da Economia.

Veja a situação por órgão:

Ministério das Comunicação – retorno em 8 de setembro
Ministério da Educação – está avaliando o retorno, mas sem data definida
Ministério do Minas e Energia – sem data, mas com 25% dos servidores já em trabalho presencial
Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento – grupo de risco em teletrabalho e demais servidores em trabalho presencial
Órgãos da Presidência da República – grupo de risco em teletrabalho e demais servidores em trabalho presencial
Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações – grupo de risco em teletrabalho e demais servidores em trabalho presencial
Ministério do Desenvolvimento Regional – grupo de risco em teletrabalho e demais servidores em trabalho presencial
Ministério da Defesa – grupo de risco em teletrabalho e demais servidores em trabalho presencial
Ministério da Saúde – não há uma orientação geral para retorno presencial
Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos – estabeleceu trabalho remoto, presencial e semipresencial
Ministério da Economia – sem data
Banco Central – sem data
Controladoria Geral da União (CGU) – sem data

Os ministérios da Justiça e Segurança Pública; Cidadania; do Turismo, das Relações Exteriores (MRE); do Meio Ambiente; e a Advocacia-Geral da União (AGU) não responderam.
Por causa da pandemia de Covid-19, doença causada pelo novo coronavírus, o funcionalismo foi afastado das repartições em 12 de março. Desde então, a maior parcela dos empregados do governo está em atividades remotas.

O teletrabalho deve continuar recorrente no funcionalismo. Contudo, deverá seguir novas regras a partir de 1º de setembro, quando entra em vigor uma portaria que regulamenta essa modalidade de trabalho na administração pública federal.

“Greve sanitária”
Em comum, o governo federal garante que tem mantido protocolos de segurança para o retorno e para os servidores que estão em trabalho presencial.

Os órgãos citam como exemplo a suspensão de eventos presenciais, cancelamento de viagens nacionais e internacionais, reforço das medidas de higiene, desinfecção nas instalações físicas e testagem de servidores.

Contudo, as entidades que representam a categoria reclamam das condições. Treze sindicatos planejam deflagrar uma greve sanitária. O ato é, na prática, a recusa de retorno presencial ao trabalho. Eles prometem não prejudicar os serviços prestados.

“É inaceitável o retorno ao trabalho presencial no momento que em vários estados têm um crescimento da doença. É importante ressaltar que o trabalho remoto está atendendo as necessidades da instituição e cuidado da saúde do trabalhador”, critica a Secretária de Administração da Confederação dos Trabalhadores no Serviço Público Federal (Condsef), Jussara Griffo.

A entidade lançou um canal de denúncia para juntar relatos de descumprimento de medidas de segurança ou más condições de trabalho presencial. Mensagens podem ser enviadas no WhatsApp (61) 98357-4114.

Práticas como distanciamento dos trabalhadores nas estações de trabalho, disponibilidade de álcool em gel, de máscaras, entre outros, são apontados como insuficientes nos órgãos públicos.

Apesar das críticas, o governo diz que está “acompanhando todas as orientações legais e medidas indicadas para a prevenção à propagação do novo coronavírus, assim como tem adotado procedimentos e processos que apoiem a prevenção a todos os seus colaboradores”.

 

Metrópoles

Relacionado
Deixe uma resposta

Seu endereço de email não será publicado.